Palavra do Leitor

Bolsonaro em campanha
‘Tereza Cristina confirma reunião com Flávio mas diz não haver nada decidido sobre vice na chapa’ (www.dgabc.com.br). Tal pai, tal filho. Jair Bolsonaro foi reprovado na tentativa de reeleição. Flávio Bolsonaro, até o momento, não apresentou a prestação de contas do filme Dark Horse. Nomes cotados(as) para a vice-presidência declinaram do convite, assim como economistas que participariam da elaboração das propostas econômicas. Legendas do Centrão também não apoiarão a candidatura. Chega a ser cômico. Decidiram, então, internacionalizar a campanha, trazendo o presidente da Argentina e Donald Trump para o debate. O projeto de poder da família está se exaurindo. Eduardo Bolsonaro está fora das eleições. Agora, colocaram a mãe para concorrer a deputada federal. A máscara caiu. Há, ainda, a questão envolvendo o Banco Master, Daniel Vorcaro e o reduto bolsonarista no Rio de Janeiro, que perde força. Eleitores de Milei e Donald Trump não votam no Brasil. Para concluir: o poder do voto e a democracia são os instrumentos para rejeitar os maus políticos, em benefício do Brasil.
Ronaldo Duran-Santo André
Inflação brasileira
‘Prévia da inflação oficial fica em 0,06% em julho, diz IBGE’ (www.dgabc.com.br). Sabemos que os juros estão altos, a inadimplência é recorde e a atividade econômica está retraída, mas esse IPCA-15 de julho, divulgado pelo IBGE, de apenas 0,06%, ninguém esperava. Ora, uma ótima notícia! Afinal, no mês de junho, o IPCA-15 foi bem mais alto: 0,41%. Mas é difícil dizer se a inflação, nos próximos meses, também vai continuar recuando. Com base no último Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 27, pelo BC, a previsão é de que a inflação feche o ano de 2026 em 5,12%. Porém, com esse IPCA-15 de julho, de apenas 0,06%, a inflação acumula 3,51% no ano. E, se no mês de junho o acumulado de 12 meses da inflação era de 4,8%, em julho caiu para 4,52%, ou seja, pouco acima do teto da meta, de 4,5%, mas distante do centro da meta, de 3%. Agora, a expectativa fica para a próxima reunião do Copom, em 5 de agosto, quando será decidido se a Selic será mais uma vez reduzida. Hoje, ela está em 14,25%. O mercado aposta em mais um corte de 0,25 ponto percentual. E, quem sabe, com bons números em mãos sobre o comportamento dos preços, os membros do Copom vejam condições de promover um corte de 0,50 ponto percentual. Dessa forma, a Selic poderia ficar abaixo dos 14%, em 13,75%. Um motivo suficiente para que o setor financeiro reduza os juros, hoje altíssimos para empresas e consumidores finais.
Paulo Panossian-São Carlos (SP)
Delação de Vorcaro
Luciana Lins-Campinas (SP)
Dívida pública
‘Tesouro: Dívida Pública Federal (DPF) cresce 2,61% em junho ante maio, a R$ 9,268 trilhões’(www.dgabc.com.br). Fui pesquisar sobre a dívida pública do governo Federal, na gestão Lula, e constatei que ela alcançou 81,1% do PIB, o equivalente a R$ 10,6 trilhões, segundo dados do Banco Central do Brasil. Gostaria de saber onde foi gasto todo esse dinheiro, se ainda faltam recursos para a saúde, a educação, a infraestrutura e outros setores. Já para a publicidade da campanha eleitoral, parece haver recursos de sobra. SOS!
Tania Tavares-Capital
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