Editorial O cuidado com a saúde mental, preocupação que o Diário transformou em uma de suas bandeiras de luta, precisa ocupar espaço nos debates que serão realizados durante a campanha eleitoral que começa no domingo (16) no Brasil. Os avanços obtidos pela causa autista no Grande ABC nos últimos tempos mostram que mobilização popular e cobrança institucional produzem respostas satisfatórias. O TEAcolhe de São Bernardo é exemplo: inaugurado em 2024, atende 1.200 pacientes e, com as obras de expansão anunciadas na quinta-feira (13) pelo prefeito Marcelo Lima (Podemos), passará de 5.500 para 6.500 consultas mensais. A experiência pode servir de referência para melhorar outras áreas do segmento.
Por isso, os candidatos precisam dizer, durante a campanha, qual espaço reservarão a esta pauta caso sejam eleitos ao cargo que pleiteiam. Os eleitores não devem se satisfazer com meras declarações de apoio. Devem, sim, cobrar propostas concretas, questionando-os sobre como cada concorrente pretende contribuir para ampliar a rede pública de cuidados com a saúde mental. Este jornal vê no debate eleitoral que se aproxima oportunidade para converter reivindicações sociais em compromissos públicos. A partir do domingo, quando os políticos estiverem nas ruas atrás de apoio, caberá à população exigir de cada um engajamento na causa – e, em caso de recusa, negar-lhe o voto.
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