Editorial A campanha eleitoral que terá início amanhã em todo o território nacional fornece ao cidadão a oportunidade de comparar projetos antes da ida às urnas, em 4 de outubro. O período deve ser utilizado para o exame das propostas apresentadas por quem pretende ocupar cargos públicos. Cabe ao eleitor acompanhar entrevistas, debates, programas de rádio e televisão, páginas oficiais, planos registrados na Justiça Eleitoral e o noticiário produzido pelos meios de comunicação – entre os quais o Diário. Conversas e troca de ideias com vizinhos, colegas, amigos e familiares também ajudam no processo de escolha, que exige informação, atenção e disposição para separar compromisso possível de apelo sem base.
Definir o voto por critérios objetivos reduz a influência do marketing – e da rede de boataria. Entre os pontos a considerar estão trajetória, experiências, respeito às normas legais, coerência entre discurso e prática, capacidade de diálogo e viabilidade política e orçamentária das propostas apresentadas. Convém ao eleitor observar quais são os posicionamentos dos candidatos sobre temas importantes no dia a dia, como saúde, educação, transporte, habitação, segurança, meio ambiente e geração de renda. É preciso verificar ainda se compromissos vêm acompanhados de prazo, custos e fonte de recursos. Histórico de mandatos, quando houver, oferece referência para avaliar resultados já obtidos.
Um cuidado extra deve ser dedicado às redes sociais, que ampliam o acesso a informações, mas requerem cautela diante de cortes, montagens e mensagens falsas. Neste quesito, cobra-se ajuda da coletividade para preservar o debate saudável. Antes de compartilhar conteúdo, deve-se conferir data, contexto e fontes. Consultas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) permitem conhecer tanto os candidatos quanto os seus bens. A campanha é o momento oportuno para sanar todas as dúvidas existentes sobre os concorrentes. O eleitor precisa aproveitar os próximos dias para chegar em frente à urna bem-informado sobre aqueles a quem pretende confiar o bem mais precioso da democracia: o voto.
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