Ciclismo Praticantes da modalidade no Grande ABC revelam processo de aprendizado para dominar a bicicleta e todos os seus benefícios
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC

Andar de bicicleta, para muitas crianças da região, significa muito mais do que aprender a equilibrar o corpo sobre duas rodas. Pedalar é uma oportunidade para brincar, sentir o vento no rosto, passear com a família e os amigos e até descobrir novos lugares. Celebrado na quarta-feira (19), o Dia Nacional do Ciclismo foi criado para homenagear Pedro Davison, biólogo e ciclista que morreu em 2006, após ser atropelado enquanto praticava a modalidade em Brasília, Capital do País.
A data não serve apenas para homenagear quem gosta de andar de bike, mas é também um momento de conscientização, transmitindo à sociedade a mensagem de que os ciclistas precisam ser respeitados diariamente no trânsito e que todos devem colaborar para que as ruas sejam seguras para todos.
O ciclismo mundial tem grandes nomes que fizeram história nas pistas e estradas, que disputaram torneios internacionais e Jogos Olímpicos. Entre eles está o belga Eddy Merckx, considerado um dos maiores do esporte, o italiano Fausto Coppi, o francês Bernard Hinault e o espanhol Miguel Indurain.
O Brasil também está muito bem representado pelo carioca Henrique Avancini, bicampeão mundial de Mountain Bike Maratona (2018 e 2023) e o primeiro do País a se tornar o número 1 do ranking mundial da UCI (União Ciclística International). Menção honrosa ainda ao lendário Antônio Alba (1936-2019), ícone do ciclismo na década de 1950.
A paixão pela magrela também é compartilhada por moradores do Grande ABC. Bernardo Yudi Dorigan Kato, 8 anos, morador de Santo André, que começou a andar de bicicleta recentemente. Incentivado pela família, descobriu que pedalar pode se tornar uma atividade muito divertida. “Meu pai me ensinou e foi muito legal”, disse o estudante, revelando que já enfrentou – e superou – percalços. “Quando sofri meu primeiro tombo, levantei e continuei”, completou.
Já Bruna Belisário Scucuglia, 10, debutou no pedal quando tinha entre 6 e 7 anos. A primeira experiência causou um pouco de nervosismo, mas rapidamente a bicicleta virou seu xodó. “Muito legal. Eu senti um frio na barriga, mas logo me acostumei. Gosto de sentir o vento batendo no meu rosto”, comentou a também estudante andreense.
Luísa de Gasperi Araujo Lacerda Oliveira, 10, por sua vez, afirmou que gosta de acelerar e que tem o costume de utilizar parques, praças, ciclovias e até mesmo a praia para praticar a atividade. Ela afirmou que gosta de ter alguém pedalando junto. “Eu gosto é de andar rápido. Com certeza ir acompanhada é melhor”, afirmou.
Segundo os médicos, as bicicletas são grandes aliadas da saúde, proporcionando melhorias ao coração, fortalecimento muscular das pernas, queima de calorias e proteção das articulações. A prática também auxilia no desenvolvimento do equilíbrio, da coordenação motora e na conquista de confiança.
Colégio pretende reunir famílias e comunidade em passeio no dia 30
Com o objetivo de incluir a bicicleta na rotina das crianças – e também na dos adultos –, o Colégio Arbos, em Santo André, promove no dia 30, último domingo de agosto, a 29ª edição do Like Bike, tradicional passeio ciclístico que reúne alunos, familiares e moradores do Grande ABC em uma manhã de esporte e diversão na cidade.
O evento terá concentração a partir das 8h em frente à unidade do colégio, em Santo André. A escola está situada na Avenida Padre Anchieta, 466. O percurso terá aproximadamente seis quilômetros e a participação será gratuita, aberta também para a comunidade.
Os primeiros 1.200 inscritos vão poder retirar uma camiseta do evento, mediante a doação de um quilo de alimento não perecível. A inscrição, porém, não garante o vestuário. Os pets também estão convidados para acompanhar seus donos durante o trajeto.
Mais do que um passeio, o Like Bike foi pensado para ser um momento de convivência e harmonia. Segundo os organizadores, pais e filhos terão a oportunidade de pedalar juntos, conversar, brincar e aproveitar atividade ao ar livre. Para participar da atividade, é preciso estar com equipamentos de segurança, como os capacetes.
Promovido há quase três décadas pelo Arbos, o evento já faz parte da história da instituição de ensino e transforma a bicicleta em ferramenta de integração entre diferentes gerações. Desde a primeira edição, os organizadores dizem que não é preciso ser um ciclista profissional para participar: basta ter vontade de aproveitar o momento para incentivar hábitos saudáveis – que podem, e devem, começar na infância.
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