Editorial A campanha pelo Palácio dos Bandeirantes, sede do Executivo paulista, mal começou e a maioria dos prefeitos do Grande ABC já tem um candidato preferido: Tarcísio de Freitas (Republicanos), que concorre ao segundo mandato consecutivo. A preferência é tanta que até quem deveria, por fidelidade partidária, apoiar a oposição, como o mandatário de Rio Grande da Serra, Akira Auriani (PSB), correligionário do vice de Fernando Haddad (PT), Márcio França, está no barco do atual governador. Ontem, o político rio-grandense se juntou a outros cinco colegas na preparação do ato que lançará a campanha de reeleição do republicano na região, que deve ocorrer em Diadema em data ainda a ser definida.
Que Tarcísio, em caso de vitória, reconheça o apoio dos chefes do Executivo regional e, em contrapartida, dedique ao Grande ABC mais atenção do que a dispensada em seu primeiro mandato. É certo que, nos últimos meses, o governador passou a olhar com mais carinho para os pleitos das sete cidades, mas não se pode esquecer que demandas que estão postas há muito tempo seguem à espera de respostas por parte do Palácio dos Bandeirantes. Um bom exemplo é a questão da mobilidade urbana. Há quase quatro anos, o republicano assumiu o governo com o projeto do BRT-ABC já em andamento, e a obra segue inconclusa até agora – e ainda não se sabe se a promessa de entregá-la em outubro será cumprida.
Há outro caso emblemático. O Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini continua sendo custeado em sua maior parte pelo município de Mauá, embora funcione como equipamento regional, atendendo a pacientes de Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e Suzano, além dos acidentados no Rodoanel e na Rodovia Índio Tibiriçá. O prefeito Marcelo Oliveira (PT) passou os últimos quatro anos pedindo socorro, recebendo do Estado menos atenção do que deveria. O Diário reconhece que, dada a extensão de São Paulo, o governador precisa recorrer a malabarismos para dar conta de tanta demanda, mas o Grande ABC – pelo menos os seus prefeitos – nunca faltou a Tarcísio nos momentos mais cruciais.
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