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Estudante de São Bernardo se inspira no pai escritor e cria livro que une ficção e fantasia

Lyncoln Gonçalves gosta de colocar histórias no papel desde os 10 anos; agora, aos 14, ele lança a sua primeira obra

Julio Lima
Especial para o Diário
23/08/2026 | 09:14
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Denis Maciel/DGABC
Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Escrever um livro pode ser visto como uma tarefa quase impossível ou um sonho muito distante. Mas, aos 14 anos, Lyncoln Gonçalves mostra que basta dedicação e estudo para transformar esse desejo em realidade.

Fã de Alice no País das Maravilhas e Harry Potter, Lyncoln contou com o apoio de amigos e da família para iniciar sua jornada literária e escrever A Cidade Misteriosa (Edição do autor, 86 págs., R$ 48,84). Morador de São Bernardo, o menino, que começou a se interessar pela leitura aos 8 anos e a escrever histórias aos 10, se inspirou no pai, que também é escritor.

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Os amigos da escola ficaram felizes com a conquista do colega, pois também participaram da produção do livro, ajudando a criar personagens e desenvolver a história. No ambiente escolar, Lyncoln diz que as aulas o ajudaram muito: “Sempre gostei muito de escrever redações. Por isso, muitas vezes me perguntaram por que eu não escrevia um livro”. Ao explicar como produziu a obra, o escritor-mirim deixa claro que foi tudo muito natural e deixou as ideias fluírem. 

O livro traz a história de Raquel, uma garota curiosa e gentil, seu melhor amigo Leonardo e uma gatinha enigmática, Sofia. O trio precisa desvendar o mistério de uma cidade abandonada, onde todos os moradores desapareceram sem deixar rastros.

A investigação, que começa simples, se transforma em uma trajetória repleta de segredos e magia, que fica cada vez mais perigosa. Entre laboratórios ocultos e criaturas assustadoras, os amigos contam com aliados improváveis para solucionar o mistério da cidade que foi “esquecida”.

As ilustrações de Hiamilly Aguiar enriquecem a narrativa, detalhando cada acontecimento e fazendo o leitor se sentir parte da história. 

Lyncoln disse que o principal objetivo é que os leitores se sintam envolvidos pelo mistério e tentem resolver os enigmas com os protagonistas. “Espero que cada um tenha encontrado um pouco de magia, inspiração ou até mesmo um refúgio entre as linhas deste texto. Cada palavra foi escrita com carinho, pensando em vocês.”

A escola de Lyncoln, a EE Prof. João Batista Bernardes, também foi um dos pilares para que o livro se tornasse possível. “O incentivo a ler e escrever sempre aconteceu, e foi importante para que eu juntasse tudo. Deixo um agradecimento especial a todos os professores que já tive. Eles me ensinaram a amar a leitura e a escrita, e me inspiraram a seguir esse caminho”, afirmou.

O hábito de ler é essencial, mesmo para quem não é escritor. Começar com pequenos livros, com ilustrações e histórias divertidas, é a porta de entrada para que, com o tempo, a leitura se torne uma paixão.

Morador do bairro Cooperativa, Lyncoln é a prova de que a dedicação em sala de aula e as boas amizades permitem realizar sonhos. “Meus amigos me inspiram, apoiam e fazem rir. Obrigado por estarem ao meu lado em todos os momentos. Sem vocês, esta jornada não seria a mesma.” O livro A Cidade Misteriosa pode ser adquirido pelo site Uiclap, na área de loja da plataforma (https://loja.uiclap.com/titulo/ua157312).

De leitor a autor: como a sua imaginação pode virar realidade

A trajetória de Lyncoln Gonçalves mostra que não é preciso ser adulto para escrever um livro. O garoto desenvolveu muito cedo o gosto por ler e escrever e encontrou nos professores, na família e nos amigos o incentivo para transformar sua imaginação em páginas.

Não existe um manual ou mesmo um tutorial que ensine como tirar as ideias da mente e colocá-las no papel de maneira que o leitor, seja criança ou adulto, se interesse em ler. Mas especialistas em literatura dão algumas dicas que podem facilitar o processo.

Não ter pressa é a primeira regra. Começar aos poucos é o ideal para praticar um novo hábito. Mas isso não significa deixar de se dedicar. É com a ‘mão na massa’ que a história se constrói.

Que tal criar um personagem? Pense no nome, na idade, no que ele gosta e em algo que deseja muito. Depois, imagine um lugar onde ele poderia viver uma aventura. Para deixar tudo ainda mais interessante, acrescente um mistério que precise ser resolvido.

A persistência também é fundamental. Não tenha medo de escrever e apagar, mudar ou começar de novo. Os melhores escritores também fazem isso! Cada texto é uma chance de descobrir novas ideias e melhorar.

Na escola, as aulas e o incentivo dos professores podem ajudar muito nesse caminho. Peça ajuda a eles, pois ler diferentes tipos de histórias também amplia a imaginação e mostra que existem muitas maneiras de contar uma mesma aventura.

No fim das contas, todo escritor começa sendo um leitor, e todo livro tem início com uma primeira palavra. Quem sabe a próxima grande história não esteja esperando para ser escrita por você?

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