Refúgio verde Em área protegida de Santo André, bairro abriga o Parque do Pedroso, com atrações para todas as idades, e bosque arborizado às margens da Billings
FOTO: Matheus Lopes/DGABC

Em meio à área urbana de Santo André, o Parque Natural Municipal do Pedroso, no Parque Miami, é um dos principais destinos para quem busca contato com a natureza sem sair do Grande ABC. Com cerca de 8,15 milhões de metros quadrados, o espaço é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral desde 1998 e reúne trechos preservados de Mata Atlântica, nascentes e lagos, além de integrar a área de proteção dos mananciais da Bacia Billings.
A história do parque também se mistura à memória de Santo André. A área, que pertenceu à família Pedroso e foi utilizada para a produção de carvão vegetal, passou a receber visitantes a partir da década de 1970. Ao longo dos anos, ganhou quiosques, churrasqueiras, quadras, equipamentos para crianças, sanitários, praça de alimentação, e já teve até zoológico. Hoje, apesar das mudanças, o endereço é uma excelente opção para caminhadas, contemplação da paisagem, reuniões e festas familiares, além de possibilitar a realização de atividades ao ar livre.
Tem pedalinho
Cabe pontuar que um dos símbolos dessa relação entre o parque e seus frequentadores voltou a funcionar em 2024: o pedalinho. A atração marcou as primeiras décadas de inauguração do local, mas foi desativada ainda nos anos 1990. Segundo a Prefeitura, mais de 3.000 pessoas utilizaram o equipamento no primeiro ano após a reabertura. A atração fica na área de entrada, próxima à sinuosa ponte amarela e às churrasqueiras do parque.
A microbacia do córrego Pedroso fica totalmente dentro do parque e apresenta 33 nascentes e 15 lagos. O local, que atende cerca de 5.000 pessoas por fim de semana, abre das 8h às 17h todos os dias da semana.
Outra curiosidade é o viveiro que existe na área, com diversas espécies de plantas e flores. É dali que sai toda a vegetação que cobre praças e canteiros de Santo André.
Para atrair ainda mais turistas, no entanto, há uma reivindicação em curso apresentada pelo vereador Denis Gambá. "A minha ideia é reabrir a Estrada do Sertãozinho", alega o parlamentar. De acordo com ele, a via facilitaria o acesso para quem vem de outras regiões do Grande ABC. "Para o turismo, a reabertura (da estrada) é essencial. Inclusive, para movimentar a economia local", conclui.
Um novo espaço à beira da Billings
Em outro ponto do mesmo bairro, o Parque Miami, há uma nova área de lazer. Um terreno localizado às margens da Represa Billings - região conhecida como Beira d''''Água -, no fim da Rua Rio Oiapoque, passou por processo de desapropriação de 25 famílias e, assim, se transformou em espaço de convivência. O local receberá o plantio de 250 árvores frutíferas e não frutíferas. Até o momento, existem pouco mais de 100.
A construção do espaço teve participação ativa do vereador Denis Gambá, que deseja transformar áreas públicas em locais de lazer, convivência e recuperação ambiental. "Somos o pulmão da cidade e, embora a gente esbarre nas leis ambientais, era fundamental construir um sistema de arborização nesse local, até mesmo para evitar novas invasões e manter o local limpo", pondera.
O vereador conta que as famílias locais ajudaram no plantio das árvores. "Quando a família participa, ela cuida. É como se fosse o quintal de cada um que mora aqui, que vê o verde, vê a árvore crescer. A ideia é que o local vire um cartão postal para a região", comenta. Há, ainda, a intenção de receber esportes aquáticos e mais comércios no futuro, a fim de gerar progresso e impacto em outras áreas. "Aonde as pessoas têm saneamento e cuidam do meio ambiente, consequentemente, a qualidade de vida é ampliada, evitando doenças e outras questões", diz Gambá.
Questionado sobre o que significa, na prática, devolver essa área à natureza, o vereador é enfático em dizer: "Um futuro promissor para todos, aqui (no bairro)". "Todo esse trabalho foi realizado devido à presença de um vereador implantado na região", finaliza.
Breve histórico
O local era ocupado por 17 barracos. Mas a área tinha iminente risco de deslizamento, o que colocava diariamente os habitantes em situação de perigo, principalmente em períodos de fortes chuvas. Diante dessa realidade, as famílias foram incluídas em programas de apoio habitacional, incluindo o aluguel social, como medida de proteção e garantia de melhores condições, enquanto a situação era solucionada. Tudo isso contou com o trabalho das Secretarias de Meio Ambiente, Habitação, Obras e Defesa Civil.
No dia 25 de março de 2025, o vereador apresentou uma indicação na Câmara Municipal da cidade defendendo que, além da limpeza completa do local, fosse realizado o replantio de vegetação, recuperando ambientalmente a área e evitando novas ocupações irregulares. Além disso, a área passou a integrar o PRAD (Programa de Recuperação de Áreas Degradadas), dando continuidade às ações necessárias para sua recuperação ambiental e contribuindo para que o espaço seja novamente destinado à sua função de proteção e preservação.
LEIA MAIS:
Casa Grande Hotel apresenta novo menu de bebidas a partir de R$ 52
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.