Diarinho Titulo Alegria

Crianças descobrem balé em projeto de ONG que mistura sonhos com passos

Oficina faz da dança um espaço para aprendizado, novas amizades e diversão

Julio Lima
Especial para o Diário
30/08/2026 | 08:30
Compartilhar notícia
FOTO: André Henquiques/DGABC
FOTO: André Henquiques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Ao chegar ao local dos ensaios, é possível ouvir a música e as risadas das crianças de longe. O som das sapatilhas, os comandos da professora e as repetições da coreografia marcam o ambiente. Entre um passo e outro, as alunas aprendem os movimentos do balé, brincam e criam laços de amizade.

Durante a infância, essa tradicional dança pode contribuir para a coordenação motora, postura e flexibilidade. A atividade também abre espaço para a socialização e o desenvolvimento da autoconfiança. Na ONG Além Brasil, em Diadema (Rua Passagem Estádio da Serra Dourada, 115, no bairro Jardim Casa Grande), esses aprendizados fazem parte da rotina das crianças que participam das oficinas.

Os encontros acontecem todos os sábados pela manhã. As aulas de balé fazem parte de um projeto da Acriart (Associação Cristã de Artistas), que oferece oficinas culturais gratuitas na ONG. 

DGABC

Além do balé, crianças e adolescentes também podem participar de aulas de violão durante outros dias da semana.

Heloísa, 6 anos, é uma das novatas da turma. Mesmo assim, ela já fez novas amigas e está aprendendo os primeiros movimentos. “Eu comecei na escola e vim pra cá porque é perto de casa. Meu passo favorito é o tendu, e aprendi o plié também”, conta.

A maioria das alunas da oficina começou a praticar recentemente. Apesar disso, as amizades já integram o dia a dia e a coreografia para a apresentação de fim de ano está quase pronta.

Maria Clara, 11, é uma das alunas mais experientes. Ela pratica a modalidade há quase dois anos e faz parte da turma “avançada”. Mesmo com mais tempo de prática, ela diz que gosta dos momentos de descontração nas aulas. “Aqui é muito legal e divertido. E a professora é muito simpática”, afirma.

Já para Mayrin, 8, as aulas começaram como um sonho. Ela entrou no projeto há poucos meses e encontrou nas aulas uma oportunidade para aprender a dançar e conhecer colegas. “Entrei no início do ano. Era meu sonho fazer balé, e fiz muitas amizades aqui, além de encontrar meninas da minha escola.”

A dança também já faz parte dos planos de Mayrin para o futuro. A menina diz que quer ser pediatra quando crescer, mas não pretende deixar o balé de lado. “Eu gostaria de ensinar outras crianças quando ficar adulta.”

Com três turmas, divididas por idade e experiência, as sapatilhas e os coques tomam conta da sala durante toda a manhã. Cada grupo segue seu próprio ritmo, enquanto as crianças repetem os movimentos e se preparam para a apresentação final.

Enquanto as bailarinas ensaiam, os responsáveis têm uma sala dedicada à espera. O espaço conta com cadeiras e um café da manhã preparado para as crianças, seus pais, avós e outros familiares. Assim, os ensaios também se transformam em um encontro entre as famílias.

Para algumas crianças, como Heloísa, o balé é uma novidade e uma oportunidade de descobrir uma atividade diferente. Para Maria Clara, por sua vez, já faz parte da rotina. E, para Mayrin, é a realização de um sonho que pode continuar por muitos e muitos anos. Entre músicas, brincadeiras, novas descobertas e amizades, cada uma encontra seu próprio motivo para continuar dançando.




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;