Memória O clube mantém viva uma atividade que fez história na cidade, suas olarias




As olarias desapareceram, mas não a sua história, graças à Sociedade Esportiva Olaria, que ao completar 71 anos promove hoje, sábado, um jantar-dançante como nos velhos tempos.
Sociedade Esportiva Olaria nasceu em 23 de agosto de 1955. Linda sede, construída graças à colaboração de vários proprietários das olarias que doaram tijolos e do empenho dos oleiros.
A construção da sede estendeu-se por seis a sete anos. A inauguração ocorreu no início dos anos 1970. E olhem aí a mascote do clube, um tijolinho.
Todos ao baile de logo mais, às 20h, com a animação da Família Masan, um grupo musical formado por sete integrantes da mesma família (pai, mãe e filhos).
FUTEBOL
Tive a honra de vestir por muitos anos essa camisa, no futsal sendo campeão e no futebol de campo, levando e honrando as cores da SEO.
Cleber Santos
SOM
Em 27 de julho de 1974 fiz meu primeiro baile no Olaria, como baterista do conjunto Universons, num salão ainda de tijolos a vista.
J. Roberto Zappalá
DOCE FOLIA
Carnavais inesquecíveis. Deus abençoe essa família.
Célia Maziero da Paz
HISTÓRIA
O museu do Olaria está apenas no começo de sua formação, mas conta com peças de tijolos de várias olarias e, principalmente, com a arte de Alcides Bertoldo. Ele trabalhou na olaria do Santo Bertoldo, seu pai.
Pedro Cordeiro, historiador
Memória, 23-8-2018
ALVINEGRO. Miltinho Roncon, o maior artilheiro da história da SE Olaria, e a bandeira do clube 71: história de amor a Ribeirão Pires

Moacir, camisa 11 do Memofut
Hoje é o aniversário de Moacir Andrade Peres, integrante do Memofut (Grupo Literatura e Memória do Futebol).
Moacir nasceu em São Paulo, Capital, em 29 de agosto de 1953 e é corintiano desde bebê, como bem demonstra a foto do seu álbum pessoal.
Professor da Fundação Getúlio Vargas e desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo, Moacir divide seu tempo em duas atividades principais:
1ª) Ministra a disciplina Técnicas de Negociação para alunos dos cursos de graduação em Administração de Empresas, Administração Pública, Direito, Economia e Relações Internacionais.
2ª) Após sua aposentadoria, como desembargador em março de 2023, tem-se dedicado a organizar suas coleções de figurinhas e botões de futebol, com o intuito de escrever dois livros, como Memória focalizará na edição da próxima segunda-feira.
NO ATAQUE. O camisa 11 do Memofut, corintianíssimo desde que nasceu
NAS ONDAS DO RÁDIO
‘De sambista brasileiro...
...quando bate no pulmão...
...lembra a batida do pandeiro’
Noel Rosa

Texto: Milton Parron
O compositor Noel Rosa, ao contrário do que muitos acreditam, realmente foi acadêmico de medicina tendo ingressado no primeiro ano da faculdade em 1931.
É bem verdade que suas ausências eram muito mais numerosas que as presenças, porém, as notas sempre foram muito boas.
Cursou dois anos e quando passou para o terceiro sumiu do mapa sem dizer ao menos “até logo”.
O prazer da vida boêmia atrapalhou a formação de mais um médico, abrindo as portas para a revelação não de mais um, mas de um dos mais talentosos compositores musicais do País.
A dúvida sobre os estudos de medicina do “Poeta da Vila” surgiu e ganhou força por causa de uma música que ele compôs quando frequentava a Faculdade, um samba que ele definiu como “samba anatômico”, assim está escrito no disco, ao qual deu o nome de “Coração”.
Há nos versos um erro que os críticos nunca perdoaram, ainda mais em se tratando o autor acadêmico de medicina. É onde a letra diz: “coração, transformador do sangue”, quando na verdade o coração não transforma, propulsiona.
Tudo isso, com os devidos documentos, mais a música “Coração” original gravada pelo próprio Noel, serão apresentados no quarto programa “Memória” sobre Noel Rosa, neste domingo (30), às 7h da manhã na Rádio Bandeirantes.
Memória - Produção e apresentação: Milton Parron. Rádio Bandeirantes, 107.3 FM. Também disponível no Podcast Memória da Rádio Bandeirantes. Amanhã, às 7h, com reprise na sexta-feira, às 23h.
DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO
Domingo, 29 de agosto de 1976 – edição 3144
ESPECIAL – Grande ABC, a metamorfose da industrialização. Tudo começou com as olarias, na terra de cowboys.
NOTA DA MEMÓRIA – Primeira matéria de uma série de duas, que renderia o Prêmio Esso de Jornalismo, região Sudeste brasileira, ao jornalista Edison Motta e a este repórter.
EM 29 DE AGOSTO DE...
1866 - Homero Thon nascia na Bélgica. Vinte anos depois, com sua família, muda-se para o Brasil e no final do século XIX já estava em Santo André, então estação de São Bernardo. Proprietário, seu nome é dado a um dos mais antigos bairros da cidade, Vila Homero Thon.
1931 - Prefeitura de São Bernardo abria concorrência pública para a construção de um cemitério em São Caetano.
NOTA – Trata-se do Cemitério da Saudade, no bairro Cerâmica, o segundo da cidade – o primeiro é o da Vila Paula, o terceiro o das Lágrimas.
1981 - Celebrada a primeira missa na capela de Nossa Senhora Aparecida, bairro dos Finco, Distrito de Riacho Grande, em São Bernardo.
MUNICÍPIOS BRASILEIROS
No Estado de São Paulo, hoje é o aniversário de Leme (1895) e Mineiros do Tietê (1898).
Pelo Brasil, aniversariam: Jaguaretama (CE) e Teixeira (PB).
HOJE
Dia Nacional de Combate ao Fumo - Dia Internacional do Gamer - Dia Internacional Contra Testes Nucleares.
Martírio de São João Batista
29 de agosto

A Igreja lembra a morte do precursor de Jesus Cristo. João Batista foi degolado.
Divulgação: Arquidiocese de Manaus
VERSOS
"Se existe alma, se há outra encarnação, eu queria que a mulata sapateasse no meu caixão".
Noel Rosa
“Fita Amarela” (1932)
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