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Câmara de São Caetano extingue mandato de Gianello

Renúncia do liberal foi lida neste domingo (30) em sessão pública

30/08/2026 | 13:45
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Câmara de São Caetano colocou um ponto final no mandato de Matheus Gianello (PL). Alvo de investigação de uma comissão processante por quebra de decoro parlamentar por manter em seu gabinete assessores fantasmas, o liberal apresentou na sexta-feira (28) carta de renúncia, mas o documento só foi validado na tarde de ontem em sessão especial. 

Os vereadores se reuniram em plenário e em menos de dez minutos pacificaram a situação. Dos 21 parlamentares, apenas Bruna Biondi (Psol) se ausentou da reunião que não teve votos ou discussões por questões regimentais.

Anny Cristina Giacon Pizani, a Dra. Anny (PL), primeira suplente e que ocupava o cargo desde o dia 11 por força de liminar, assume de forma efetiva o mandato. A vereadora participou da sessão de forma remota.

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Apesar de ter decidido de forma voluntária, “irrestrita e irrevogável” deixar a cadeira, Gianello ainda pode ter os direitos políticos suspensos pelo período de até oito anos. A comissão processante que investigou irregularidades praticadas pelo então vereador mantinha até ontem a confirmação da sessão extraordinária programada para hoje, às 14h. O encontro colocará em votação os pareceres da comissão do processante, e se aprovados, resultam no impedimento de o liberal concorrer ou assumir cargo público.

A decisão para manutenção da sessão será tomada ao longo da manhã desta segunda-feira. Os vereadores integrantes da comissão processante, Cicinho Moreira (PL), presidente; Jander Lira (PSB); relator, e Carlos Humberto Seraphim, o Dr. Seraphim (PL); membro e chefe do Legislativo, se reunirão com a Procuradoria da Casa para definir os próximos passos. 

“A comissão vai se reunir para tratar dos assuntos pertinentes à sequência dos trabalhos que foram realizados. Não vamos anunciar nenhuma informação precipitada”, disse Cicinho.

Dr. Seraphim havia afirmado no sábado (29) que a comissão deveria ser arquivada, uma vez que “perdeu o objeto”. Independentemente do fim do processo administrativo no âmbito do Legislativo, Gianello não está livre de ações no MP-SP (Ministério Público de São Paulo) e na Justiça.

O ex-vereador foi denunciado pelo empresário Marcelo Jesus Camargo por validar horas trabalhadas de assessores que estavam em viagem ou ausentes do local de trabalho. Gianello, que é advogado, mantinha nas redes até a noite deste domingo o cargo de ‘vereador”.

O ex-parlamentar tentou barrar na Justiça a comissão processante. Em um primeiro momento conseguiu suspender os prazos por 17 dias, mas o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, derrubou a decisão de instância inferior e liberou o prosseguimento dos trabalhos. O liberal chegou a pedir licença do mandato por 119 dias, entre 16 de junho e 12 de outubro. Mas renunciou antes de reassumir a cadeira.




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