Cena Política
Fernandes

Boa parte da classe política do Grande ABC almoçou na última segunda-feira (31) em badalado restaurante-bar da Avenida Lino Jardim, na Vila Bastos, em Santo André. Alvoroço foi motivado pela presença do todo-poderoso Baleia Rossi, deputado federal, candidato à reeleição e presidente nacional do MDB, partido que segue sendo o maior do Brasil, com mais de 2 milhões de filiados. O visitante atraiu de prefeito, como o diademense Taka Yamauchi, a secretários, como o andreense Diego Viacelli Cabral (Saúde). Mas uma ausência chamou a atenção. Carlos Ferreira, emedebista que preside a Câmara da cidade anfitriã, não compareceu. Consultado pela coluna, justificou citando o ex-chefe do Executivo de São Bernardo: “Meu candidato à Câmara Federal é o Orlando Morando. Faltei por fidelidade a ele”.
Bastidores
Primeira divisão
Participantes do almoço com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, realizado na última segunda-feira em Santo André, ouviram o prefeito anfitrião, Gilvan Ferreira (Cidadania), elogiar, em alto e bom som, a atuação de seu secretário de Saúde, Diego Viacelli Cabral (foto). “Se o Grande ABC fosse o Campeonato Brasileiro, o Diego seria eleito o jogador revelação. Como trabalha esse rapaz!”, declarou o chefe do Executivo. Licenciado, Cabral é um dos dois vereadores emedebistas eleitos em 2024 – com 4.401 sufrágios, foi o mais votado do partido.
Vira-casaca
Vereador de Santo André por cinco legislaturas, entre 1997 e 2016 (então no PSB), Sargento Juliano deu um giro de 180º em sua articulação política. Havia a expectativa de que o ex-parlamentar apoiasse a reeleição do deputado federal Fernando Marangoni (Podemos), após ter sido alocado no gabinete do parlamentar entre dezembro de 2025 e abril deste ano. Juliano, porém, decidiu não apenas mudar de ares, mas também de camisa: deixou Marangoni de lado e passou a vestir as cores azul e amarelo do ex-prefeito andreense Paulo Serra (PSDB), que também disputa uma cadeira na Câmara Federal.
Na ordem do dia
A Câmara de São Caetano discute hoje projeto de lei enviado pelo prefeito Tite Campanella (Republicanos), que institui a CIP-M (Contribuição de Iluminação Pública e Monitoramento Urbano) em substituição à lei em vigor desde 2002. Além de incluir o financiamento de sistemas de segurança e videomonitoramento no tributo, o texto reformula a estrutura de cobrança e concede isenção total a unidades residenciais, comerciais e industriais com consumo de até 100 quilowatt-hora por mês.
É o filho quem diz
A equipe da campanha pela reeleição do deputado estadual Thiago Auricchio (PL) espalhou em pontos estratégicos de São Caetano, município em que mantém seu domicílio eleitoral, e outras cidades da região material publicitário em que classifica o presidente estadual do PSDB, Paulo Serra, candidato à Câmara Federal e com quem faz dobrada, como o “melhor prefeito do (Grande) ABC”. Paulo Serra comandou o Poder Executivo de Santo André de 2017 a 2024, período que coincide com os dois últimos mandatos de José Auricchio Júnior (PSD), pai de Thiago, no comando do Paço são-caetanense.
Doador
E por falar em Thiago Auricchio, o deputado estadual recebeu doação de R$ 100 mil para sua campanha à reeleição do controverso empresário Marcelo Cavallini Colli. O recebimento do montante foi declarado oficialmente ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Colli é proprietário da Movebuss, que possui contratos com a Prefeitura de São Paulo e foi investigada por repasses de valores para contas de indivíduos supostamente ligados a facção criminosa.
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