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GM mira novos segmentos para (tentar) driblar marcas chinesas

Montadora confirma produção nacional do Captiva PHEV e avalia trazer compacto elétrico para enfrentar BYD, GWM e companhia no mercado nacional

Vagner Aquino
01/09/2026 | 14:36
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Mesmo sem participar do Festival Interlagos 2026 — evento que atraiu todas as atenções do público que acompanha o setor automotivo na semana passada — a Chevrolet tentou chamar atenção. E, na medida do possível, até conseguiu. Afinal, em dois anúncios, a General Motors sinalizou os próximos passos de sua estratégia para o mercado sul-americano: confirmou a produção nacional do Captiva PHEV (híbrido plug-in) e revelou que avalia comercializar por aqui um novo hatch compacto elétrico, que pode ter fabricação local.

O Captiva

De acordo com comunicado da marca, disparado na semana passada, o Captiva PHEV será produzido ainda neste ano na Pace (Planta Automotiva do Ceará), que fica em Horizonte (CE). Para quem não se lembra, a planta, que produziu o Troller T4 até 2021 saiu das mãos da Ford e, hoje, é uma espécie de complexo multimarcas.

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Voltando ao Captiva PHEV, com a ideia concretizada, este será o primeiro híbrido plug-in da Chevrolet fabricado no País. O modelo será o terceiro veículo da marca a entrar em montagem na unidade em menos de um ano, depois do Spark EUV e do Captiva EV - montados em regime SKD (Semi Knocked-Down). Isso, a princípio, reforça a aposta da GM em diferentes tecnologias de eletrificação.

A chegada do híbrido amplia a ofensiva da Chevrolet em um segmento dominado por modelos de origem chinesa. O Captiva PHEV deverá rivalizar com SUVs como GWM Haval H6, BYD Song Pro e Omoda 7 e outros. Na Argentina, o modelo utiliza conjunto formado por motor 1.5 a gasolina e propulsor elétrico, com potência combinada de 204 cv e bateria de 20,5 kWh. Os números da configuração brasileira ainda não foram divulgados, no entanto.

O hatch

Se o Captiva representa a expansão da eletrificação da GM entre os SUVs, o segundo anúncio aponta para uma disputa ainda mais acirrada entre os compactos. A empresa assinou, na China, um protocolo de intenções com a SGMW (SAIC-GM-Wuling), joint venture entre a SAIC Motor, a General Motors e o Guangxi Automobile Group, "para avançar na avaliação de novos produtos e oportunidades para a região (América do Sul)", diz o comunicado. Entre eles está um hatch compacto inédito da Chevrolet, cuja produção no Brasil também está em estudo.

Ainda sem data para chegar ao mercado, o compacto já até despertou especulações sobre possível retomada do nome Celta. No entanto, mesmo não despertando nostalgia, a possível denominação do novato também é conhecida dos brasileiros: Joy. Ao menos, é o que aponta o site norte-americano GM Authority. Cabe lembrar que a denominação Joy já foi usada como sobrenome de modelos compactos e como nome do primeiro Onix, quando passou a dividir espaço com a nova geração. A base do compacto, ao que tudo indica, é o chinês Wuling Bingo Pro.

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