Violência Enfermeira foi agredida na noite desta quarta-feira (2), no equipamento Reabilita, no bairro Campestre
FOTO: Divulgação/PMSA

Uma enfermeira, identificada como Jucilene Santos de Carvalho, foi agredida por um casal na noite desta quarta-feira (2), no equipamento Reabilita, localizado no bairro Campestre, em Santo André. O caso ocorreu por volta das 18h30 e é o segundo episódio de violência contra profissionais de enfermagem registrado no município em apenas 48 horas.
Segundo informações iniciais, uma mulher, ainda não identificada, compareceu ao local acompanhada do esposo para realizar um encefalograma. O casal chegou no horário previsto para o exame, mas, antes do atendimento, a equipe de saúde precisou intervir em duas intercorrências graves, que demandaram atendimento imediato. Em razão das urgências, o exame da paciente acabou sendo atrasado.
De acordo com a administração municipal, diante da espera, o homem teria se exaltado e iniciado uma discussão com a enfermeira Jucilene. Na sequência, o a mulher teria partido para a agressão física contra a profissional.
O casal foi conduzido ao 6º DP (Distrito Policial) de Santo André, onde está sendo registrado o BO (Boletim de Ocorrência) do caso.
A comissão do Coren-SP de enfrentamento à violência contra a enfermagem esteve presencialmente na unidade para acolher a profissional agredida. “Inclusive com atendimento em saúde mental, e reuniu-se com representantes da instituição para tratar das providências cabíveis, como o registro de boletim de ocorrência e o acionamento das autoridades locais”, destacou o Coren-SP por nota.
PRIMEIRO CASO
O episódio ocorre apenas três dias após outro caso de violência contra um profissional de enfermagem em Santo André. Na noite da última segunda-feira (31), o enfermeiro David Alves Neves, 41 anos, que trabalha na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Vila Luzita, foi agredido com tapas e xingamentos durante o atendimento na unidade. O caso também foi encaminhado ao 6º DP de Santo André.
Segundo informações do secretário municipal da Saúde, Diego Cabral, o homem apontado como agressor, identificado como Frank Mariano dos Santos, 46, teria tentado obter atendimento prioritário por ser funcionário público municipal. A companheira dele, Bruna Geraldini, 32, também aparece nas imagens registradas dentro da unidade.
De acordo com o BO, Neves realizava a triagem de outro paciente por volta das 18h30 quando Santos teria informado que era funcionário público e solicitado urgência no atendimento da companheira, alegando que ela estava com a pressão arterial elevada.
O enfermeiro orientou que o casal aguardasse e retirasse uma senha, seguindo o mesmo procedimento adotado para os demais pacientes. Conforme o registro policial, Santos teria se irritado e acusado o profissional de agir com preconceito. O enfermeiro, por sua vez, afirmou que sequer havia visto a mulher no momento da solicitação.
A discussão evoluiu e, segundo o relato registrado pela vítima, Santos teria segurado seu pescoço, enquanto Bruna teria dado um tapa no rosto do enfermeiro. Em exame de corpo de delito, Neves apresentou lesões corporais leves.
O casal apresentou uma versão diferente dos fatos. Santos afirmou ter sido tratado com desdém pelo profissional e disse ter sido chamado de ridículo. Já Bruna declarou à polícia que não houve agressão física e que seus movimentos teriam ocorrido apenas para impedir que o enfermeiro avançasse contra os dois.
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