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Gilvan determina reforço na segurança após casos de agressões a enfermeiros em Santo André

Prefeito manifestou solidariedade às vítimas e afirmou que Prefeitura vai reforçar monitoramento nas unidades municipais; dois episódios ocorreram em um intervalo de 48 horas

02/09/2026 | 23:50
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FOTO: André Henrique/DGABC
FOTO: André Henrique/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira (Cidadania), determinou o reforço da segurança e do monitoramento nas unidades municipais de Saúde após dois casos de violência contra profissionais de enfermagem registrados na cidade em um intervalo de 48 horas. Em manifestação publicada nesta quarta-feira (2), o chefe do Executivo afirmou ter recebido os episódios com indignação e disse que a Prefeitura vai colaborar com as autoridades para responsabilizar os envolvidos.

Ele também declarou solidariedade à enfermeira Jucilene Santos de Carvalho, 47 anos e ao enfermeiro David Alves Neves, 41, vítimas dos dois episódios. “Não vamos tolerar violência contra quem trabalha para cuidar das pessoas. Nenhuma espera, insatisfação ou divergência justifica uma agressão”, reforçou.

"Determinei acompanhamento dos casos e o reforço da segurança e do monitoramento nas unidades municipais. A Prefeitura também colaborará com as autoridades para que os responsáveis respondam na forma da lei," disse o Prefeito.

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O caso mais recente ocorreu na noite desta quarta-feira (2), por volta das 18h30, no equipamento Reabilita, no bairro Campestre. Segundo informações iniciais, Jucilene foi agredida por uma mulher que havia ido ao local acompanhada do marido para realizar um encefalograma.

De acordo com a administração municipal, o casal chegou no horário previsto para o exame, mas o atendimento sofreu atraso porque a equipe precisou intervir em duas intercorrências graves que demandaram atendimento imediato. Diante da espera, o homem teria se exaltado e iniciado uma discussão com a enfermeira. Na sequência, a mulher teria partido para a agressão física contra a profissional.

O casal foi conduzido ao 6º DP (Distrito Policial) de Santo André, onde o caso está sendo registrado. A comissão do Coren-SP de enfrentamento à violência contra a enfermagem esteve na unidade para prestar acolhimento à profissional, inclusive com atendimento em saúde mental, e acompanhou as providências relacionadas ao registro da ocorrência e ao acionamento das autoridades.

1º CASO

O episódio desta quarta-feira ocorreu dois dias após outro caso envolvendo um profissional de enfermagem na cidade. Na noite de 31 de agosto, o enfermeiro David Alves Neves, que trabalha na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Vila Luzita, relatou ter sido agredido durante um atendimento.

Segundo informações do secretário municipal da Saúde, Diego Cabral, o homem apontado como agressor, Frank Mariano dos Santos, 46, teria tentado obter atendimento prioritário para a companheira, alegando que ela apresentava pressão arterial elevada. Ainda conforme o relato, Santos teria informado ser funcionário público municipal.

De acordo com o boletim de ocorrência, Neves realizava a triagem de outro paciente por volta das 18h30 quando foi abordado pelo homem. O enfermeiro teria orientado o casal a aguardar e retirar uma senha, seguindo o procedimento adotado para os demais pacientes. A situação teria evoluído para uma discussão.

No relato apresentado pelo enfermeiro à polícia, Santos teria segurado seu pescoço, enquanto a companheira dele, Bruna Geraldini, 32, teria dado um tapa no rosto do profissional. O exame de corpo de delito apontou lesões corporais leves.

O casal apresentou uma versão diferente à polícia. Santos afirmou ter sido tratado com desdém pelo enfermeiro e disse ter sido chamado de ridículo. Bruna, por sua vez, declarou que não houve agressão física e que seus movimentos teriam ocorrido apenas para impedir que o profissional avançasse contra os dois.




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