Memória Nascido com o Carnaval andreense de 1947, o Pan WD foi tão forte que mesmo sem a sede da Avenida Portugal o clube é mantido pelos seus admiradores
FOTO: Divulgação

A revelação é feita pelo cronista, memorialista e advogado José Bueno Lima: sábado sim, outro também, os integrantes do Panelinha se encontram em almoço. E a história de Santo André é contada e passada a limpo.
Esta página Memória deve muito ao Panelinha. Nos primórdios da coluna, nos sentamos com o médico Rubens Awada, o Bimbo, que nos confiou o álbum fotográfico do clube, onde se destacam os grandes desfiles de Carnaval.
Foi o maior sucesso, no Carnaval de 1988, publicar aquelas fotos. No ano seguinte, provavelmente inspirado no gesto do Dr. Awada, Ademar de Barros nos forneceu as fotos dos desfiles do Ocara – e o Carnaval 89 aqui em Memória foi embalado no doce desfilar do principal rival do Pan WD.
Consolidava-se o sucesso desta página, agora no seu ano 39 a caminho dos 40.
José Bueno Lima falou com tanto carinho do Panelinha e dos encontros semanais da sua turma que o título desta Memória veio naturalmente durante o bate-papo: “Panelinha vive”.
FOTO: TEMPO NOVO. Nós somos Panelinha. Nelsinho (E, atrás), Renê, Rogério, Ronaldo Sacco, Arnaldo, Benvenga e Zé Raul; Ilson, Wilson, Bigin Beletatto, Duílio (aniversariante), Zé Lima, Irineu, Inglezias, André e César; Mario e Daniel agachados
HISTÓRIA
O Panelinha brilhou no Carnaval, mas também no esporte e lazer da cidade. As primeiras reuniões foram no Quitandinha, em seguida no restaurante Balderi, por fim na sede própria da Portugal inaugurada em 1965 e que sobreviveu até 2021 com grandes bailes e encontros sociais.
Memoráveis foram as disputas entre os ranchos Panelinha e Ocara, cujas primeiras apurações para ver quem ganhou o Carnaval daqueles anos 1950 e 1960 foram na sede do News Seller. Em 1963, a consagração, com os desfiles no Centro histórico de Santo André televisionados.
Vida longa a nova fase do Panelinha, e que seja eterna. Bueno Lima, valeu!
Nas Ondas do Rádio
Noel Rosa. Wilson Batista na bronca. A resposta no samba. A contrarresposta. Ganhava a música nacional Texto: Milton Parron
A polêmica Noel Rosa x Wilson Batista durou menos de três anos, mas rendeu músicas maravilhosas que hoje fazem parte do folclore musical brasileiro.
Tudo começou, na década de 1930, quando Noel já era um respeitado compositor, frequentador da Lapa, amigo de famosos e com o nome feito no meio radiofônico e Wilson Batista um ilustre desconhecido começando a carreira.
Nessa ocasião Wilson compôs Lenço no Pescoço fazendo apologia à malandragem. Sucesso imediato.
Por que Noel teria se importado com a música a ponto de dar a ela uma resposta?
Há quem diga que foi por influência de um amigo, também compositor, chamado Orestes Barbosa, outros afirmam que a razão teria sido por ciúmes de Noel quando soube que Wilson tinha se engraçado com uma morena, frequentadora da Lapa, sobre a qual Noel também tinha sua atenção despertada.
No programa Memória desta semana, o quinto da série No Tempo de Noel Rosa que foi levado ao ar originariamente em 1951, o próprio Wilson Batista revela as razões da verdadeira rivalidade com Noel Rosa que renderam tantos sambas antológicos.
Memória – Produção e apresentação: Milton Parron. Rádio Bandeirantes, 107.3 FM. Também disponível no Podcast Memória da Rádio Bandeirantes. Amanhã, às 7h, com reprise na sexta-feira, às 23h.
Diário há meio século
Domingo, 5 de setembro de 1976 – edição 3150
Manchete – Polícia prende em São Paulo os autores do atentado a bomba à sede do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento).
Política – Diário perguntava nas sete cidades: você vai votar na Arena ou no MDB?, os dois partidos políticos instituídos pelo regime militar.
Foram 140 entrevistas, com 59 votos dados à Arena, 41 ao MDB, 36 indecisos e quatro que não votaram.
NOTA DA MEMÓRIA – Provavelmente a maioria dos indecisos é que, urnas apuradas, deu a vitória ao MDB, o partido de oposição.
MEMÓRIA – Vila Luzita, em Santo André, já teve coqueiros e flores nas ruas, nova reportagem da série A História dos Bairros.
Em 5 de setembro de...
1861 – O presidente da Província, João Jacinto de Mendonça, aprovava os estatutos da Sociedade Zeladora da Glória do Ipiranga. Objetivo: a construção de um monumento no campo do Ipiranga, para perpetuar a memória da independência brasileira.
No mesmo dia, o vereador João Mendes de Almeida, de São Paulo, sugeria o levantamento de recursos para a fundação de um hospital para 400 morféticos (leprosos): um ato de humanidade do Império para perpetuar a memória da Independência. A indicação foi aprovada.
1961 – Fundado o Cartolinha Clube, de Santo André, que brilhou como bloco de carnaval. Entre seus componentes, o jornalista Hildebrando Pafundi, ex-Diário.
Hoje