Apuração Relato anônimo enviado por e-mail à polícia acusa oficial de receber R$ 20 mil por mês para não agir contra desmanches clandestinos
FOTO: Reprodução

A Polícia Militar vai investigar uma denúncia anônima que acusa o tenente-coronel Anderson Savedra da Silva, comandante do 6º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), de supostamente receber propina para não adotar medidas contra desmanches clandestinos no Grande ABC. Segundo a denúncia, o valor seria de R$ 20 mil por mês.
O caso foi encaminhado por e-mail e chegou ao conhecimento do coronel Fernando Carvalho Ricardo, comandante do CPA/M-6 (Comando de Policiamento de Área Metropolitana 6), responsável pelo policiamento do Grande ABC. Em entrevista ao Diário, Carvalho afirmou que a corporação “instaurará uma investigação interna para apurar a veracidade da denúncia.”
Segundo o coronel, a queixa chegou a ele na noite de quarta-feira (2), praticamente no mesmo período em que foi encaminhada ao Diário. O oficial revelou ainda que o material foi disseminado para diferentes setores da Polícia Militar, incluindo o próprio Baep.
No e-mail anônimo encaminhado à reportagem, o autor afirma que haveria um suposto “esquema de corrupção” envolvendo o 6º Baep e acusa Anderson Savedra de receber valores em dinheiro para não combater desmanches clandestinos.
A mensagem ainda diz que o tenente-coronel seria alvo de denúncias relacionadas ao recebimento de propina e aponta o valor de R$ 20 mil mensais. O texto também sustenta, sem apresentar documentos ou outras provas junto à mensagem, que as informações já estariam em poder do alto comando da Polícia Militar.
Carvalho explicou que a apuração ficará sob responsabilidade do próprio CPA/M-6. De acordo com ele, a Corregedoria da Polícia Militar já está ciente do caso e o procedimento será acompanhado pelo órgão.
O comandante da PM do Grande ABC também destacou que a investigação deverá considerar tanto a possibilidade de as acusações serem confirmadas quanto a hipótese de não haver irregularidades.
“Se nada for comprovado, o caso será arquivado. Se comprovarmos qualquer uma das denúncias existentes nesse simples e-mail, tudo será remetido à Justiça para o devido processo legal”, declarou.
O comandante afirmou que a apuração será conduzida independentemente da patente ou da função ocupada pelos policiais envolvidos. “Vamos investigar sem privilégio a ninguém. Oficial ou praça, qualquer um, todos têm o mesmo sentido”, disse.
SEM POSICIONAMENTO
Procurado pelo Diário, o tenente-coronel Anderson Savedra da Silva disse que não iria comentar sobre o caso. De acordo com o currículo do oficial, ele possui graduação em gestor de segurança pública e graduação em Direito, com especialidade em Direito Processual Civil.
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.