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Segurança em ônibus de viagem exige atenção na escolha do assento

Movimento nas estradas deve crescer no feriado e passageiro deve ficar atento ao cinto e às saídas de emergência; cuidados com crianças são essenciais

Vagner Aquino
05/09/2026 | 09:00
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O feriado de segunda-feira (7) deve aumentar o fluxo de passageiros nas viagens rodoviárias, inclusive de famílias com crianças. Para quem vai pegar a estrada, a escolha da poltrona pode contribuir para uma viagem mais segura. No entanto, ao contrário do que alguns pensam, não há um assento considerado o mais protegido em qualquer tipo de acidente.

Entre os principais cuidados no momento de viajar de ônibus está o uso correto do cinto de segurança durante todo o trajeto. Uma ação da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), que abordou mais de 15 mil passageiros, identificou que apenas 43% utilizavam o equipamento. Também foram registrados 221 casos de crianças que não utilizavam o item obrigatório.

Conforme pontua José Alfredo dos Anjos Filho, gerente comercial da Terra Mobility, a escolha da poltrona deve considerar o perfil do passageiro, a duração do percurso e a configuração do veículo. "Não existe uma resposta única sobre qual é o melhor lugar para viajar de ônibus", afirma. Para alguns, estar próximo à porta pode representar mais praticidade no embarque e desembarque, para outros, uma poltrona na janela proporciona mais privacidade e conforto, enquanto isso, quem costuma se movimentar durante a viagem pode preferir o corredor.

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A configuração também muda entre ônibus convencionais e Double Deck, que têm dois andares. Nesse caso, a escada fica na região central e deve ser considerada por passageiros com necessidades específicas de mobilidade. "Mais do que procurar uma poltrona perfeita, o passageiro deve entender as características disponíveis e escolher aquela que melhor atende às suas necessidades", diz o executivo.

Mais segurança nas saídas de emergência?

A proximidade de uma saída de emergência, por sua vez, não significa que a poltrona seja necessariamente mais segura. Esses assentos possuem regras específicas e, em determinadas situações, quem estiver próximo pode precisar seguir orientações da equipe ou auxiliar na evacuação, quando solicitado.

As crianças

Para famílias com crianças, o gerente recomenda planejamento antecipado, conferência da documentação exigida e atenção ao conforto durante o percurso. Água, alimentação, entretenimento e itens de uso da criança devem ficar acessíveis. Também é importante orientar os menores a permanecerem acomodados, usar o cinto e seguir as instruções da equipe.

"Dependendo da idade, do tipo de viagem e de quem acompanha o menor, deve-se ficar atento às exigências específicas, como pelas regras da ANTT por exemplo, que os menores de 16 anos devem portar documentos com fotos tal qual os adultos", salienta. Caso o menor esteja acompanhado por um adulto sem parentesco direto (pai, mãe, avô, avó, ou irmão maior) há necessidade de uma carta por escrito dos pais, ou responsável legal, com assinatura reconhecida em cartório por semelhança e autenticidade. Mas tem uma forma online de obter essa autorização, onde se consegue preencher um formulário e fazer o passo-a-passo até ter a liberação do menor.

Bagagens

As bagagens também exigem atenção. Objetos soltos não devem ficar no corredor ou sobre outras poltronas. E não se esqueça: malas pequenas com rodinhas que, apesar de poderem ser levadas ao salão em determinadas situações, devem ser acomodadas no bagageiro principal quando houver risco de deslocamento.

"Em viagens longas, uma boa prática é separar previamente os itens que serão utilizados durante o trajeto, como documentos, celular, carregador, água, medicamentos de uso regular ou itens para crianças, e deixá-los em uma pequena bolsa de fácil acesso", conclui o executivo. Vale lembrar que viagens acima de quatro horas de duração possuem parada, e viagens mais longas (acima de seis horas), até mais de uma parada para descanso ou troca dos motoristas. "Esse tempo é significativo para se alimentar, usar o banheiro, e até fazer uma simples caminhada ou descanso fora do veículo", indica.

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