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Por que alguns seminovos vendem muito mais rápido que outros?

Procura, preço, conservação, manutenção e facilidade de negociação ajudam a explicar o motivo de alguns veículos serem vendidos mais rapidamente

Vagner Aquino
06/09/2026 | 08:00
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A facilidade para vender um seminovo varia conforme o perfil do veículo e as condições oferecidas ao comprador. Procura pelo modelo, preço, conservação, custo de manutenção e segurança na negociação estão entre os principais fatores que determinam a chamada liquidez, ou seja, a velocidade com que um automóvel encontra novo proprietário.

O mercado de usados e seminovos segue aquecido. De acordo com números da Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores), 1,75 milhão de veículos trocaram de proprietário em julho, alta de 10,7% sobre junho e de 2,6% em relação ao mesmo mês de 2025. De janeiro a julho, foram 10,83 milhões de transferências, crescimento de 7,7% na comparação anual.

De acordo com Miguel Henrique Souza, CEO da Vaapty, a liquidez não depende de um único atributo. "Não basta o veículo ser bom, ele precisa estar dentro de uma faixa de preço que tenha demanda, ter características valorizadas pelo consumidor e transmitir segurança na negociação", afirma.

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1. Procura pelo tipo de veículo

O interesse do consumidor é um dos primeiros pontos a considerar. SUVs, por exemplo, ganharam espaço no mercado brasileiro, enquanto hatches e sedãs continuam atendendo públicos que priorizam fatores como economia, espaço interno e custo de manutenção. Mesmo em segmentos procurados, porém, versão, equipamentos, conservação e preço podem alterar a velocidade da venda.

2. Preço compatível com o mercado

Um carro com alta procura pode permanecer anunciado por mais tempo se estiver acima dos valores praticados em veículos semelhantes. Ano, versão, quilometragem, equipamentos, conservação e localização devem ser considerados na definição do preço.

3. Idade, quilometragem e conservação

Veículos mais novos costumam atrair consumidores que buscam um automóvel recente sem pagar o valor de um zero-quilômetro. A quilometragem, entretanto, não deve ser avaliada isoladamente. Histórico de manutenção comprovado e bom estado de conservação podem tornar um carro mais atraente do que outro com menor uso, mas sem informações sobre sua procedência.

4. Manutenção e disponibilidade de peças

O custo de manutenção também pesa na decisão de compra. Modelos com peças facilmente encontradas, rede de profissionais especializados e manutenção conhecida tendem a transmitir maior segurança ao consumidor e, consequentemente, podem apresentar maior liquidez.

5. Segurança e facilidade na negociação

A maneira como a venda é conduzida também pode influenciar o tempo até o fechamento do negócio. É nesse ponto que a intermediação pode ganhar espaço. afinal, em vez de o proprietário lidar sozinho com anúncios, contatos, negociações, avaliação do veículo e documentação, empresas especializadas podem assumir parte dessas etapas.

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