Editorial As Guardas Civis Municipais estão se tornando mais eficientes, mostram as estatísticas colhidas junto às corporações do Grande ABC. Nos oito primeiros meses deste ano, as GCMs efetuaram 936 prisões nas sete cidades – média de uma a cada seis horas, conforme expõe reportagem publicada nesta edição do Diário. É um contingente 16% superior ao verificado no mesmo período de 2025, quando 803 pessoas foram detidas pelos agentes. O crescimento das estatísticas pode ser explicado pelo aumento da rede de monitoramento por câmeras de vídeo na região, equipamento a que todas as prefeituras estão recorrendo para melhorar a segurança pública. O resultado está aparecendo.
Especialistas que estudam o comportamento criminoso parecem caminhar para concluir que a presença dos chamados olhos eletrônicos melhora os indicadores. O monitoramento por câmeras integradas aos bancos de dados do Poder Judiciário, como ocorre em cidades do Grande ABC, contribui para a prisão de foragidos ao automatizar a identificação e o rastreamento de criminosos em tempo real, eliminando a dependência exclusiva do acaso ou de denúncias para localizá-los. De acordo com estudos e dados operacionais de segurança pública, a chance de capturar um foragido usando essa tecnologia chega a ser centenas de vezes maior do que por meio de abordagens policiais tradicionais.
Quanto maior o número de câmeras vigiando as sete cidades, mais a população tende a recuperar a sensação de segurança perdida. É evidente que o sistema precisa ser aprimorado, equacionando pontos cinzentos do dia a dia, como o respeito à privacidade dos cidadãos e aos princípios da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), e a redução dos falsos positivos, que se dá quando os softwares confundem pessoas inocentes com criminosas. Eis aí alguns desafios que têm de ser vencidos, o que pode ocorrer com o uso de inteligência artificial no refino dos dados disponíveis nos bancos digitais. Nota-se, portanto, que o caminho está correto, sendo necessários apenas alguns ajustes de rota.
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