Mundo Adaptação de série de livros ingleses chega aos cinemas falando sobre o uso excessivo de telas e o poder da imaginação
Divulgação/Diamond Films

Com estreia nos cinemas prevista para quinta-feira (10), A Maravilhosa Árvore Encantada (The Magic Faraway Tree, 2026) é, sim, um belo filme, daqueles que valem ser vistos em tela grande. Também é obra repleta de momentos divertidos, que deve agradar tanto aos pequenos como às mamães, aos papais e a quem mais ficar responsável por acompanhar a criançada.
Fantasia com toques de humor e aventura, a produção é baseada na série de livros infantis da escritora inglesa Enid Blyton (1897-1968), cuja publicação começou em 1939.
Nesta adaptação, acompanhamos a família Thompson, formada pelo casal Tim (Andrew Garfield) e Polly (Claire Foy) e os filhos: a adolescente Beth (Delilah Bennett-Cardy), o garoto Joe (Phoenix Laroche) e a caçula Fran (Billie Gadsdon). Como muitos pais nos dias atuais, Tim e Polly estão preocupados com o uso excessivo de tela pelo trio e também com a falta de comunicação entre todos na casa.
Porém, uma inesperada mudança afeta o grupo, com todos trocando a vida na cidade pela rotina de uma fazenda, no interior da Inglaterra, o que transforma completamente a relação entre nossos personagens. Sem tecnologia, as crianças precisam se adaptar, por mais assustador que isso possa ser inicialmente. O tablet, o celular e o videogame dão lugar a livros, ao contato com a natureza e ao uso da imaginação. O dia a dia fica bem mais simples entre galos, galinhas, tratores quebrados e plantações de tomate.
Mas quando Fran descobre que o bosque próximo abriga uma árvore mágica, capaz de transportá-la para mundos fantásticos, tem início uma sucessão de situações curiosas e engraçadas. Entram em cena a fada Seda (Nicola Coughlan) e figuras excêntricas como Cara de Lua (Nonso Anozie), Homem-Panela (Dustin Demri-Burns), Dona Lava-Tudo (Jessica Gunning), Pixie Bravo (Hiran Abeysekera), entre outros.
Em paralelo, os irmãos também precisam encarar a vilã Dona Bronca (Rebecca Ferguson), habitante de um dos universos alternativos. Os adultos, por sua vez, têm que lidar com a avó Thompson (Jennifer Saunders), mãe de Polly, uma mulher milionária e poderosa, que não aprova de forma alguma os planos da família de viver na área rural.
Falar mais estragaria a surpresa e ninguém quer ir para o cinema depois de receber spoilers. Mas o que pode ser dito é que a atmosfera vibrante e colorida da obra ganha toques que por vezes lembram o universo de Alice no País das Maravilhas, A Fantástica Fábrica de Chocolate e até mesmo O Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato.
O roteiro do filme é assinado por Simon Farnaby, vencedor do Bafta (o equivalente ao Oscar britânico) e conhecido por trabalhos como As Aventuras de Paddington 2 (2017) e Wonka (2023). Farnaby, aliás, faz uma pontinha no longa, como o fazendeiro Brian, que aluga o celeiro, onde os Thompsons decidem recomeçar a vida no interior.
Para adultos fãs de humor, uma curiosidade: quem também participa do filme, em uma rápida aparição, é Michael Palin, do grupo cômico britânico Monty Python. Aos 83 anos, ele é um dos Homens que Tudo Sabem, juntamente com os atores Lenny Henry e Simon Russell Beale.
Com uma história recheada de criaturas surpreendentes, desafios extraordinários e elementos mágicos, o filme fala sobre convivência, o poder da imaginação e o equilíbrio entre o universo digital e o mundo real.
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