Internacional Titulo Extrema-direita

Vitória de AfD na Saxônia-Anhalt aumenta a tensão sobre reformas econômicas de Merz

Com 43,8% dos votos, mais que o dobro do obtido cinco anos atrás, partido consolidou força regional e empurrou a União Democrata-Cristã para derrota severa

07/09/2026 | 11:07
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Tânia Rêgo/Agência Brasil
Tânia Rêgo/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A vitória expressiva da AfD (Alternativa para a Alemanha) na eleição de domingo no Estado de Saxônia-Anhalt, no leste do país, colocou sob forte pressão o "firewall" - o compromisso histórico dos partidos tradicionais de não cooperar com a legenda de extrema-direita. O resultado também amplia o desgaste do governo federal do chanceler Friedrich Merz, que tenta avançar com reformas econômicas impopulares em meio a uma coalizão já fragilizada.

Com 43,8% dos votos, mais que o dobro do obtido cinco anos atrás, a AfD consolidou sua força regional e empurrou a CDU (União Democrata-Cristã), partido de Merz, para uma derrota severa, com queda aproximada de metade do apoio no estado.

Embora a liderança nacional da CDU reafirme a recusa a qualquer acordo com a AfD, a formação de governo em Saxônia-Anhalt tende a ser um teste real: para isolar a extrema-direita, seria necessária uma aliança ampla e incomum envolvendo CDU, social-democratas, Verdes, A Esquerda e a BSW, combinação vista como complexa e instável.

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O candidato da AfD ao governo estadual, Ulrich Siegmund, busca liderar o primeiro Executivo estadual da extrema-direita no pós-guerra e já sinalizou que conversará com partidos e parlamentares. A chave pode estar na pequena BSW, que fez 5,3% e compartilha com a AfD posições pró-Rússia e críticas à imigração; sua liderança local indicou disposição para viabilizar a posse de um governador da AfD.

Em Berlim, o impacto é sobretudo político. A ascensão do AfD aumenta a pressão sobre Merz e pode dificultar acordos internos na coalizão CDU-SPD sobre o pacote de reformas econômicas, incluindo mudanças em tributos, previdência e mercado de trabalho, aponta o Commerzbank. Mesmo que um governo estadual do AfD não altere diretamente essas políticas federais, a legenda tende a usar sua influência no Bundesrat para ampliar o confronto e travar a agenda de reformas.

*Com informações da Dow Jones Newswires e da Associated Press.

Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado




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