7 de setembro Ato inter-religioso reivindica os direitos das mulheres e garantia de moradia no Grande ABC
Denis Maciel/DGABC

O frio de 10 graus e a garoa fina que caiu em Rio Grande da Serra mudaram o roteiro, mas não foram suficientes para afastar dezenas de pessoas da realização do Grito dos Excluídos na manhã deste feriado da Independência do Brasil (7).
A data é propícia para confrontar a ideia de que os brasileiros se tornaram independentes após o grito de Dom Pedro I às margens do Rio Ipiranga. “Nós mobilizamos a sociedade para escutar o que muitas vezes fica à margem dessas histórias oficiais do progresso”, declarou o Vigário para Caridade Social da Diocese de Santo André, Padre Ryan Holke.
No Grande ABC, o dia 7 de setembro é dedicado às reivindicações do movimento que reúne moradores da região há cinco edições e já passou por cinco das sete cidades. Segundo os organizadores, a Igreja Católica convoca o encontro, mas ele é construído na coletividade, por isso, reúne movimentos sociais, supra partidários e lideranças de outras religiões e territórios.
Com tema ligado à Campanha da Fraternidade 2026, o movimento é nacional e reflete este ano, sobre a defesa da terra, a paz, o direito à moradia, e o combate ao feminicídio.
Na paróquia São Sebastião, a missa foi conduzida pelo bispo diocesano Dom Pedro Cipollini, que relembrou o aumento expressivo da população em situação de rua no Grande ABC e a falta de políticas públicas para defesa dos direitos dos mais vulneráveis.
“É de esperança que nós precisamos, no momento conflitivo que vivemos no mundo inteiro, é muito difícil a sociedade ter paz sem justiça. Não existe justiça sem misericórdia”, declarou Cipollini, inspirando os fiéis.
A programação contará ainda hoje com aula pública e atos inter-religiosos e espera reunir até 200 pessoas ao longo do dia.
LEIA TAMBÉM:
Lula participa de desfile cívico-militar de 7 de Setembro com Fachin, Alcolumbre e Motta
Incêndio atinge moradia popular no Cidade São Jorge, em Santo André
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.