Duas rodas Frota de motocicletas já ultrapassou 1,5 milhão de emplacamentos no acumulado de 2026; habilitações na categoria A também avançam no país
FOTO: Banco de dados/DGABC

A motocicleta ganhou espaço nas ruas do Brasil e passou a desempenhar papel importante nos deslocamentos para trabalho, estudo, compras e entregas. A frota nacional chegou a 38,4 milhões de unidades em junho de 2026, alta de 46,8% em dez anos, segundo a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares).
Por um lado, amplia a facilidade de transporte. Por outro, aumenta a imprudência no trânsito e o número de acidentes. Afinal, muitos motociclistas não respeitam regras de trânsito sob o pretexto da "pressa". Seja como for, o número de habilitados na categoria A também cresceu no período, de 30,7 milhões para 42,7 milhões.
E o mercado, evidentemente, acompanha esse avanço. Afinal, de acordo com a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Auotomotores), são mais de 1,5 milhão de motocicletas emplacadas no acumulado de 2026, alta de 12,1% sobre o mesmo período de 2025. Em números exatos, 1.578.909 emplacamentos contra 1.407.944 unidades, respectivamente.
Mais modelos em vista
Com a ampliação do mercado, a variedade de modelos também aumenta. A Avelloz, por exemplo, que já conta com os modelos AZ125 Alfa (R$ 13.500) e AZ160 X-Treme (R$ 19.951), vai apostar em uma novidade que tem chegada prevista para as próximas semanas. Informações apontam para o lançamento da AZ170 Bravo, a primeira representante da fabricante no segmento street e rival das consagradas Honda CG 160 e Yamaha Factor 150, por exemplo.
Qual escolher?
Com a diversidade de perfis de utilização, entender as características de cada motocicleta se torna importante para fazer uma escolha compatível com a rotina. Para o diretor de engenharia da Avelloz, Guilherme Limeira, fatores como cilindrada, tipo de trajeto e finalidade de uso devem ser considerados na escolha. "Não existe um único conjunto de características adequado para todos os motociclistas", conclui.
De acordo com o executivo, as motos de 125 cilindradas são indicadas para o uso urbano e atividades do dia a dia, por oferecerem baixo peso, partida elétrica, injeção eletrônica e freios CBS, que facilitam a condução no trânsito. Já os modelos de 160 cilindradas são mais versáteis. Voltados para quem combina trajetos urbanos com percursos variados, esse tipo de moto tem mais potência, câmbio de cinco marchas, maior distância do solo e tanque de 13 litros - permitindo mais autonomia.
Em síntese, cabe ao usuário decidir o melhor. Afinal, "a escolha deve considerar as necessidades de cada pessoa e a forma como a motocicleta será utilizada", finaliza Limeira.
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