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Professora de São Bernardo é uma das 12 finalistas de prêmio nacional

Renata de Souza, da Emeb Agostinho dos Santos, estimulou crianças a investigar a natureza por meio de experiências sensoriais e artísticas

07/09/2026 | 20:20
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Celso Luiz/DGABC
Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Bebês e crianças de 1 a 2 anos podem explorar livremente a natureza e transformar suas percepções em grafismos, pinturas e modelagens. A proposta da professora Renata Araújo de Souza, 25 anos, da Emeb (Escola de Educação Básica) Agostinho dos Santos, em São Bernardo, foi estimular o potencial de desenvolvimento e produção infantil em um projeto que a levou para a final do prêmio Educador Nota 10.

Em sua 28ª edição, a premiação nacional é um dos reconhecimentos mais importantes do País na área da educação. Foram escolhidos 12 finalistas, entre 3.900 inscritos, que saberão sua colocação no dia 10 de novembro, na Pinacoteca de São Paulo.

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Ao todo, são nove finalistas na categoria Professor/Coordenador, distribuídos nos eixos Direitos Humanos, Inovação e Tecnologia e Sustentabilidade - neste último, concorre a professora Renata Araújo de Souza, de São Bernardo -, e três na categoria Gestor Escolar, voltada a iniciativas de Gestão da Aprendizagem. Os selecionados são de escolas públicas e privadas. O Prêmio Educador Nota 10 é realizado pelo Instituto Somos e pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet.

Intitulado Infâncias em Estado de Pesquisa: As Poéticas do Pensar com a Natureza como Território de Descobertas, o projeto teve o intuito de oferecer às crianças o contato com árvores, troncos, folhas, flores, terra, chuva, pequenos animais e diferentes elementos naturais para que elas pudessem desenvolver suas próprias percepções. 

“Não foram determinadas atividades isoladas e fechadas, deixei tudo fluir a partir das curiosidades e interesses manifestados pelas crianças”, explica Renata.

As observações e descobertas foram documentadas em um portfólio de 77 páginas. O material traz fotografias das criações, como desenhos e objetos feitos com massa de modelagem e argila, além de expressões verbalizadas pelos alunos. O objetivo é tornar visíveis não somente os resultados, mas também os caminhos que geraram os pensamentos infantis.

“Fui criando contextos de aprendizagem que possibilitavam às crianças criar, observar, tocar, comparar, pensar em hipóteses, pesquisar, experimentar e registrar suas descobertas.”

“Acompanhamos e registramos as transformações dos elementos naturais ao longo do tempo, sempre considerando as crianças como instrumentos ativos na produção de conhecimento. Mediei de forma intencional todas essas descobertas para poder ampliar o repertório delas. O planejamento foi sendo alimentado pela própria pesquisa das crianças”, esclarece a professora.

A transformação da curiosidade das crianças em investigação foi um dos principais resultados da experiência, de acordo com a finalista do prêmio Educador Nota 10. “Elas passaram a observar mais, comparar, levantar hipóteses, comunicar suas descobertas e utilizar diferentes linguagens para representar o que estavam pensando. Também houve um fortalecimento da autonomia e da autoria infantil e, principalmente, uma construção muito significativa de pertencimento e cuidado com a natureza. Então, elas passaram a se perceber como pesquisadoras e como parte dela.”

RECONHECIMENTO 

Os primeiros colocados no Educador Nota 10 receberão um prêmio de R$ 25 mil, além de bolsa de pós-graduação no Instituto Singularidades e acesso por 24 meses à plataforma PROFS, voltada para a formação continuada e apoio pedagógico. 

Os segundos colocados receberão R$ 20 mil, bolsa de 50% para pós-graduação e acesso à plataforma PROFS por 12 meses. Já os terceiros colocados terão direito a R$ 15 mil, bolsa de 50% para pós-graduação e acesso à plataforma pelo mesmo período.




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