Nacional Titulo Desfiles e atos

Pelo Brasil, Independência é marcada por cerimônias e confusões

Em Brasília, público gritou pelo fim da escala 6 x 1; direita tomou conta da Av. Paulista

07/09/2026 | 21:48
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FOTO: Lula Marques/Agência Brasil
FOTO: Lula Marques/Agência Brasil  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


As mobilizações no Dia da Independência agitaram o País em diversos locais e de diferentes maneiras. Em Brasília, o tradicional desfile cívico-militar reuniu cerca de 70 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios. O evento teve a presença do presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao lado do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, do Senado, David Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Antes da chegada de Lula, apoiadores presentes na Esplanada entoaram o canto para o fim da 6x1, em referência à proposta de emenda à Constituição que tramita no Senado Federal.

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Durante o ato, a plateia se animou com o mascote do SUS (Sistema Único de Saúde), o Zé Gotinha, e os servidores da saúde, além das lembranças da Copa do Mundo Feminina, que será sediada no Brasil no próximo ano. O desfile também contou com mensagens de combate à violência contra a mulher e pela soberania nacional, além de apresentações das Forças Armadas.

Um grupo bolsonarista realizou protesto a 3,5 quilômetros da Esplanada contra o governo.

Se em Brasília os ânimos estavam um pouco mais contidos, em São Paulo as mobilizações foram marcadas por confusões. Lideranças da direita, como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), se reuniram na Avenida Paulista com cerca de 28,5 mil apoiadores, conforme apontou o monitor da USP (Universidade de São Paulo).

O evento foi marcado por campanha partidária para os candidatos, críticas ao atual governo federal e pedidos de impeachment do ministro do STF, Alexandre de Moraes, que teve seu nome vinculado às polêmicas do banqueiro Daniel Vorcaro e do Banco Master.

O candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), entoou cantos como ‘fora Lula’ e disse que o “consórcio” entre o atual chefe do País e Moraes “vai acabar”. Também acusou o petista de usar indicações e nomeações para perseguir o bolsonarismo. “Lula indicou dois ministros do Supremo com a missão de perseguir Bolsonaro e seus aliados”, afirmou.

Além dessas polêmicas, foram registradas brigas nas vias no entorno da avenida, antes do início do ato, por volta das 13h30. A Polícia Militar jogou bombas de gás contra manifestantes de esquerda que estavam tentando entrar no ato. Faixas contra Tarcísio estavam nas mãos do grupo.

(com Estadão Conteúdo)




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