Sanções ao Irã Medidas atingem companhias aéreas, empresas de carga e prestadores de serviços ligados ao setor de aviação iraniano
FOTO: Magnific (Ilustrativa)

O governo Trump impôs nesta terça-feira (8) sanções a outros integrantes da indústria de aviação do Irã. As restrições atingem 36 empresas, entre companhias aéreas comerciais e privadas e prestadores estrangeiros de serviços de carga, em uma nova tentativa de isolar Teerã dos parceiros comerciais que ainda mantém.
As medidas fazem parte da campanha "Operação Pária Econômico", que tem como objetivo cortar "linhas financeiras críticas" para o governo iraniano, já fortemente sancionado. As novas penalidades atingem segmentos remanescentes do fragilizado setor de aviação de Teerã, que há anos é alvo de sanções de Washington.
"Que isso sirva de aviso para qualquer um que faça negócios com as companhias aéreas restantes do Irã, todas as quais sancionamos hoje: você corre o risco de ser cortado do sistema financeiro global", disse o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, em comunicado à imprensa.
Segundo o governo americano, as sanções buscam impedir a República Islâmica de usar seu setor de aviação para transportar armas, pessoal e cargas ilícitas. As medidas também sujeitarão empresas e governos estrangeiros que façam negócios com essas entidades a sanções, incluindo o congelamento de eventuais ativos mantidos em jurisdições dos EUA.
O governo afirmou ainda que entidades privadas sediadas na Turquia, nos Emirados Árabes Unidos, no Casaquistão e na Malásia forneceram peças e serviços de logística para a companhia aérea iraniana Mahan Air. A empresa, que voa de Teerã para dezenas de destinos na Ásia, Europa e Oriente Médio, está sujeita a sanções antiterrorismo dos EUA desde 2019 por seu apoio à Guarda Revolucionária do Irã, classificada pelo Departamento de Estado como organização terrorista estrangeira.
A companhia aérea foi inicialmente alvo de sanções dos EUA durante o governo Obama, em 2011, quando Washington acusou a Mahan Air de ser usada para enviar armas a grupos apoiados pelo Irã no Líbano e no Iêmen.
Na semana passada, os EUA anunciaram penalidades contra o Golden Global Yatirim Bankasi Anonim Sirketi, banco da Turquia acusado de permitir que o Irã transferisse para o país receitas obtidas com a venda de petróleo à China, onde poderiam ser convertidas em dinheiro e ouro.
Os EUA também afirmaram que a instituição "ofereceu conscientemente" serviços bancários a entidades financeiras iranianas, incluindo algumas já sancionadas pelo governo americano em 2022 por intermediar vendas de petróleo de Teerã.
As operações de um banco egípcio nos Emirados Árabes Unidos também foram limitadas no mês passado como parte da campanha. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de inteligência artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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