Em São Caetano Ubiratan Figueiredo substituiu provisoriamente o titular da cadeira, apenas para votar na admissibilidade da comissão processante
FOTO: Celso Luiz/DGABC

O suplente do vereador de São Caetano Getúlio de Carvalho Filho, o Getulinho (União Brasil), Ubiratan Figueiredo, substituiu provisoriamente o titular da cadeira, durante a sessão desta terça-feira (8), para que seja analisada admissibilidade da comissão processante contra o parlamentar.
Getúlio foi denunciado pelo seu ex-assessor Wilson Russo Piotto - que atuou como chefe de gabinete entre julho e outubro de 2025 e é advogado – e pelo servidor municipal Geová Ferreira de Oliveira Braz. A dupla sustenta que o unionista violou o decoro e teve conduta incompatível com a dignidade do cargo.
No documento, protocolado no dia 4, os denunciantes embasam as teses sob os argumentos de que o parlamentar cometeu abuso de prerrogativa, violação de direitos fundamentais de pacientes internados em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e por inobservância de protocolos de biossegurança, colocando em risco a saúde pública. Comprovadas as denúncias, o unionista pode ter o mandato cassado.
Caso seja autorizada a investigação, pelos próximos 90 dias, o trio que vai compor o grupo de trabalho deve apresentar o relatório com as possíveis infrações político-administrativas.
Daqui a três meses, quando o relatório final for apresentado e as irregularidades apontadas foram validadas pelo plenário, Getulinho será deposto do cargo e poderá ter seus direitos políticos suspensos por até oito anos.
Antes da fase regimental de votação pela admissibilidade da comissão processante, o vereador, em sua primeira fala na tribuna, chamou os vereadores de urubus. "A cassação é um pouco óbvia, porque a gente sente, inclusive quando morre um bicho no meio do mato, a gente vê urubus que voam em cima. Daqui a 90 dias eu não vou estar mais aqui, especialmente pelos urubus que sobrevoam a carniça”.
Esta é a segunda comissão processante instaurada na Câmara de São Caetano em menos de seis meses. A primeira, no dia 26 de maio, investigou condutas de Matheus Vianello (PL), que renunciou ao mandato no dia 28 de agosto, poucos dias da sessão que validaria as irregularidades político-administrativas.
Segundo o documento, o liberal teve conduta incompatível com a dignidade do cargo e quebrou o decoro ao ter assessores fantasmas e manter espécie de gabinete paralelo, com auxiliares sem vínculo empregatício com a Câmara.
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