Curso D'àgua Universalização ainda não tem cronograma e considera apenas a instalação da rede na rua
FOTO: André Henriques/DGABC

A três anos do prazo anunciado pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) para concluir a universalização da rede de esgoto e cumprir o Marco Legal – que determina que 90% dos resíduos sejam tratados –, em Rio Grande da Serra 44% do esgoto é despejado nos cursos de água do município, que está todo inserido em área de manancial.
O estudo, conduzido pela bióloga e professora Marta Marcondes e pela biomédica Renata Borges Franchi, concluiu que em todos os pontos analisados o IQA (Índice de Qualidade da Água) é apontado como péssimo. De acordo com o documento, o quadro é crítico e reflete significativos riscos à saúde pública e ao meio ambiente.
IMPACTOS
A OMS (Organização Mundial da Saúde) calcula que cada R$ 1 investido no saneamento básico gera economia de R$ 12 na saúde. “Imagina o prejuízo desse esgoto correndo a céu aberto? Isso ocasiona problemas de pele, como dermatites, conjuntivite e doenças respiratórias e do trato digestório, como as diarreicas agudas. É um risco gravíssimo”, aponta.
A bióloga justifica que a população paga várias vezes pelo mesmo serviço, pois a companhia de saneamento recebe as taxas de esgoto e os custos com a saúde são pagos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). “Tudo vem de nossos impostos. Pagamos para a empresa tratar o esgoto, ela não trata, afeta a saúde e a rede pública tem de arcar”, sinaliza Marta.
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