Economia Titulo Recuperação judicial

Marabraz pede proteção de 180 dias contra credores

Depois de protocolar recuperação judicial, varejista também solicita liberação de recursos bloqueados e manutenção de serviços essenciais

João Vittor Espindula
Especial para o Diário
09/09/2026 | 11:32
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FOTO: Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Grupo Marabraz pediu à Justiça de São Paulo a suspensão, por 180 dias, de cobranças e medidas de execução de credores depois de protocolar recuperação judicial. A varejista também solicitou a manutenção de serviços considerados essenciais para a operação, como água, energia elétrica, telefone e internet.

O pedido foi apresentado como complemento à recuperação judicial protocolada em 15 de agosto. A empresa busca antecipar os efeitos do chamado período de suspensão, que normalmente começa após a Justiça aceitar o processamento da recuperação.

Em nota, a empresa informa que demitiu 40 funcionários e diminuiu as operacoes na região. Antes, contava com nove unidades, distribuídas entre Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá . Agora, atua somente em Santo André e Diadema.

Comunica também que não prevê novos fechamentos de lojas no Grande ABC durante o processo de recuperação judicial. A varejista não informou quais unidades foram fechadas nem disponibilizou a lista de credores apresentada no processo.

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Entre as medidas solicitadas está a liberação de valores bloqueados em ações de cobrança. Segundo a empresa, os recursos são necessários para custear as despesas e manter as atividades durante o processo de reestruturação financeira.

A Marabraz também pede autorização para acessar imóveis que foram alvo de ordens de despejo ou retomados por proprietários. O objetivo é retirar estoques, equipamentos e outros bens que permanecem nas unidades.

A recuperação judicial envolve cinco empresas ligadas ao grupo: Comercial de Móveis Jordanésia, S.V.C. Jaraguá Comercial, Comercial Móveis das Nações, Comercial Zena Móveis e Monta Móveis Prestadora de Serviços. O passivo informado no processo é de aproximadamente R$ 140,20 milhões.

A companhia afirma enfrentar dificuldades financeiras e de liquidez, mas sustenta que a atividade comercial continua viável e que pretende reorganizar as obrigações sem interromper a operação das lojas.

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