Recuperação judicial Depois de protocolar recuperação judicial, varejista também solicita liberação de recursos bloqueados e manutenção de serviços essenciais
FOTO: Reprodução

O Grupo Marabraz pediu à Justiça de São Paulo a suspensão, por 180 dias, de cobranças e medidas de execução de credores depois de protocolar recuperação judicial. A varejista também solicitou a manutenção de serviços considerados essenciais para a operação, como água, energia elétrica, telefone e internet.
Em nota, a empresa informa que demitiu 40 funcionários e diminuiu as operacoes na região. Antes, contava com nove unidades, distribuídas entre Santo André, São Bernardo, Diadema e Mauá . Agora, atua somente em Santo André e Diadema.
Comunica também que não prevê novos fechamentos de lojas no Grande ABC durante o processo de recuperação judicial. A varejista não informou quais unidades foram fechadas nem disponibilizou a lista de credores apresentada no processo.
Entre as medidas solicitadas está a liberação de valores bloqueados em ações de cobrança. Segundo a empresa, os recursos são necessários para custear as despesas e manter as atividades durante o processo de reestruturação financeira.
A Marabraz também pede autorização para acessar imóveis que foram alvo de ordens de despejo ou retomados por proprietários. O objetivo é retirar estoques, equipamentos e outros bens que permanecem nas unidades.
A recuperação judicial envolve cinco empresas ligadas ao grupo: Comercial de Móveis Jordanésia, S.V.C. Jaraguá Comercial, Comercial Móveis das Nações, Comercial Zena Móveis e Monta Móveis Prestadora de Serviços. O passivo informado no processo é de aproximadamente R$ 140,20 milhões.
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