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AME Santo André faz média de 150 atendimentos psicológicos por mês

Iniciado em julho, projeto já acumula 920 consultas; objetivo é fornecer suporte emocional a pacientes em tratamento

19/12/2025 | 20:59
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O AME (Ambulatório Médico de Especialidades) de Santo André oferece desde julho atendimento psicológico aos pacientes, um suporte importante em momentos de enfrentamento de doenças que desgastam física e emocionalmente. Foram realizadas nestes seis meses 920 consultas com psicólogos, o que representa uma média de 150 por mês. 

A coordenadora de Planejamento da unidade, Ivi de Almeida Britto Oliveira, diz que os atendimentos psicológicos são destinados a todas as especialidades do AME. No entanto, observa-se maior procura por parte de pacientes oncológicos ou com dores crônicas, encaminhados principalmente pela ortopedia, reumatologia e fisioterapia, além de pessoas em acompanhamento endocrinológico e cardiológico. 

“No caso dos pacientes oncológicos, o acompanhamento psicológico ultrapassa os limites do consultório, estendendo-se aos próprios ambientes de tratamento. São realizadas intervenções e visitas de apoio na área de infusão (quimioterapia) e em outros contextos assistenciais, sempre que identificado como necessário”, afirma Ivi. 

O diretor-geral do AME Santo André, Victor Chiavegato, destaca a importância do acompanhamento psicológico. “Essas ações visam oferecer acolhimento em momentos de maior vulnerabilidade, validar vivências emocionais e minimizar a ansiedade situacional associada aos procedimentos terapêuticos.” 

Apesar de a dona de casa andreense Ivone Aparecida Ferreira Santos, 48 anos, não estar em tratamento de uma doença complexa, os profissionais do AME identificaram uma necessidade de apoio, pois se dedica integralmente a cuidar de seu filho, Gabriel Ferreira Santos, que é autista e possui uma doença degenerativa e progressiva, chamada Distrofia Muscular de Duchenne.

“Desde 2015, ele está na cadeira de rodas. Minha vida é cuidar dele e minha rotina é intensa e desgastante. A doença não é só do paciente, pois envolve a família inteira. Então, o emocional fica muito abalado”, diz Ivone, que há três meses faz as consultas com a psicóloga Lucila Maciel e já percebe algumas evoluções.

“Ficamos com a mente fechada para as outras coisas e ela ajuda a termos mais entendimentos dos fatos e abrir nossa mente, porque parece que eu deletei uma parte do meu cérebro para as coisas que fiz respeito a mim. Se cuido mais de mim, sinto como se estivesse fazendo algo errado”, conta. 

O serviço conta com duas salas, planejadas, conforme explica o diretor-geral da unidade, para proporcionar aconchego e acolhimento sigiloso, humanizado e profissional. As sessões têm duração média de 50 minutos, com possibilidade de acompanhamento semanal, quinzenal ou mensal, conforme avaliação clínica.

Além do AME Santo André, o Grande ABC possui o AME Diadema, que também oferece atendimento psicológico, de acordo com a Secretaria de Saúde do Estado. Porém, a Pasta não informou o número de consultas realizadas no equipamento. 

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