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Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 1 de janeiro de 2026

01/01/2026 | 09:07
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FOTO: DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Pautas importantes

No debate político atual, o governo insiste em reviver o 8 de janeiro, enquanto a oposição se limita a falar de anistia e dosimetria. Ambos parecem ter esquecido as pautas que realmente importam para o País e os brasileiros. Enquanto se discute o passado, seguem sem o devido enfrentamento o rombo nas estatais, a falta de avanço da lei anti-facção e a maquiagem recorrente das contas públicas. É preciso cobrar este governo, que governa com enorme conforto diante de uma oposição desorientada e pouco propositiva. O resultado é um desequilíbrio perigoso: um presidente – Luiz Inácio Lula da Silva – nadando de braçada, sem contraponto consistente, e um Congresso que parece preferir o silêncio às cobranças incômodas. Em campanha, muitos candidatos rugem feito leões. Eleitos, viram gatinhos. O país não precisa de slogans nem de discursos circulares, mas de fiscalização, coragem política e compromisso com os problemas reais. O eleitor percebe – e cobra.

Izabel Avallone

Capital

Moraes e Gonet

Imagino que na ceia da celebração do Ano Novo, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de mãos dadas com sua esposa, olhando nos olhos de Paulo Gonet, certamente cantou para o procurador-geral da República, com profunda gratidão: ‘Você meu amigo de fé, meu irmão camarada... Amigo você é o mais certo das horas incertas…’.

Túllio Marco Soares Carvalho

Bauru (SP)

Avião presidencial

O governo estuda a compra de um novo avião presidencial, com custo estimado entre R$ 1,4 bilhão e R$ 2 bilhões. A justificativa não é segurança, mas conforto: mais autonomia para voos internacionais, área vip e um quarto com cama. Enquanto famílias enfrentam endividamento, serviços públicos falham e o País vive no limite, o Planalto discute comodidades aéreas. O temor do governo não é a conta – é o desgaste político, razão pela qual a decisão pode ficar para 2027. Mais grave é o silêncio da oposição. Nenhuma cobrança, nenhuma indignação. Todos parecem anestesiados diante de um governo que voa nas nuvens enquanto o País segue no porão. Quando governantes discutem cama a bordo e o povo dorme mal em terra firme, algo está profundamente errado. Não é sobre avião. É sobre prioridades.

Luciana Lins

Campinas (SP)

Situação nos Correios

Se o próprio recém empossado presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, ao apresentar a imprensa seu plano de reestruturação da estatal, disse que o valor correto necessário seria de R$ 20 bilhões, mas que terá somente os R$ 12 bilhões, valor emprestado por quatro bancos com aval do Tesouro, fica difícil acreditar que os Correios, terão vida longa. Já no próximo ano, o Planalto terá de injetar recursos dos contribuintes, mais R$ 8 bilhões, para tentar salvar essa estatal agoniada em dívidas... Carregando um prejuízo acumulado de R$ 6 bilhões, em seu plano apresentado, a empresa disse esperar arrecadar R$1,5 bilhão com venda de imóveis. Falou ainda que vai fechar 20%, ou seja, cerca de mil agências das 5 mil existentes. E, também irá economizar R$ 2,1 bilhões com a possível demissão voluntária de 15 mil funcionários, e mais R$ 500 milhões, com um novo plano de saúde. E, com investimento de R$ 4,2 bilhões, para modernizar a estatal, espera sair do faturamento hoje em queda em torno de R$ 18 bi, em 2025, para R$ 21 bilhões, em 2027. Porém, com a despesa com pessoal chegando ao absurdo de mais de 60%, e somados aos precatórios trabalhistas, passa dos 70%, mesmo com a possível redução de 18% destas despesas com demissões voluntárias dificilmente viabilizará a recuperação dos Correios. E como esse retrógrado Lula, que nada fez em três anos de gestão para melhorar a situação dos Correios, infelizmente, prefere dar mais prejuízo aos contribuintes, do que fechar ou privatizar estatais deficitárias, nas quais mantém generoso cabide de empregos para seus aliados, diga-se, sem qualificação para tal. O mais provável, com esse plano inviável, é que nos próximos anos os Correios tenham mesmo que fechar suas portas.

Paulo Panossian

São Carlos (SP)

CPI do INSS

Apesar da mercenária tropa de choque defendendo o indefensável, a bandidagem de estimação sofre revezes. A despeito das dificuldades encontradas a todo instante, seja da injustiça política parcial ou da bandidagem solidária, a CPMI do INSS segue avançando. Infelizmente existem muitos que defendem a causa no afã de que amanhã poderei ser eu o envolvido. A CPMI do INSS, desde a instalação, a diretoria foi clara, mais ou menos assim: ‘faz parte da nossa honra, biografia limpa e honesta, não ficar maculada, apurar a fundo os fatos de forma imparcial e sem perseguição’. O compromisso assumido é real, apesar da tropa de choque, é sucesso a CPMI do INSS, merecedora do nosso apoio e respeito à caça dos malfeitores, sejam eles quem forem os envolvidos na vil fraude aos mais vulneráveis aposentados.

Humberto Schuwartz Soares

Vila Velha (ES)

Boas festas

O Diário agradece e retribui os votos de boas festas recebidos de César Bispo; Aneliese Morare; Wisley Torales; e MP & Rossi Comunicações e equipe.




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