Memória Uma falha da página, que trocou a pauta da Memória da Band, se transforma nesta aula dupla do jornalista-historiador
Crédito da foto – Projeto Memória

ENTENDA
“Por me dar tanto espaço na sua coluna e, pelo fato de ser corintiano, está perdoado”.
Milton Parron, em 5-1-2026.
Milton Parron, eternamente repórter. Ele sintetiza no rádio o que a academia leva toda uma vida para esclarecer um episódio.
Ouvindo Parron, e seus entrevistados, o ouvinte se vê no centro dos acontecimentos, vai do político ao econômico, do cultural ao futebol, do acontecimento colonial ao humor e canções dos anos primeiros do século passado.
Quando a Jovem Guarda estava no auge, lá estava Parron entrevistando Roberto Carlos; bombava o Teatro Record, e Parron cobria as várias bossas, de Elizeth Cardoso a Elis Regina, de Adoniran e Chico e Caetano e Jobim. De repente, uma entrevista com a atriz italiana na velha bota ou a cobertura diferenciada de uma Copa do Mundo.
(Quantos milhares de quilômetros teriam uma fita imaginária com as entrevistas de Milton Parron)...
O HISTORIADOR
Diferentemente da maioria, Parron guarda e sistematiza suas reportagens sonoras, dividindo-as gostosamente com o ouvinte no ar da Bandeirantes ou nas plataformas digitais. E a memória falada não se perde, nem seus protagonistas.
Toda segunda-feira, é sagrada. Chega o resumo do próximo “Memória”. Semana passada foi a primeira parte de uma entrevista feita um político aposentado, já no fim da vida, William Salem. Tão empolgante que teria a segunda parte na semana seguinte.
Trocamos a pauta e divulgamos um programa antigo que já havia estado no ar – e nada do que Parron envia é descartado.
Como consertar a falha? Falando um pouquinho mais de Parron e colocando as duas pautas da entrevista histórica numa mesma edição – o que fazemos hoje.
Quem perdeu a parte primeira, não se preocupe. Ela está disponível nas principais plataformas digitais, no Spotify e no Apple Podcast. Acostumem-se. Lá está o principal da obra do Parron, com a vantagem de você ouvir a qualquer tempo. São verdadeiras aulas de História.
I
Jânio se afasta.
Salem é prefeito
No programa Memória, focalizaremos a atuação de um político que governou a cidade de São Paulo por apenas cinco meses cumprindo um mandato tampão que se impôs por causa do afastamento do titular Jânio Quadros – mais um de muitos abandonos – que havia se candidatado ao governo do Estado.
William Salem, que presidia a Câmara Municipal de São Paulo, ocupou o cargo de Jânio porque, na mesma ocasião, o vice-prefeito Porfírio da Paz também resolveu se afastar para se candidatar a vice-governança do Estado.
Incríveis histórias de bastidores, manobras políticas inacreditáveis que ocorreram naqueles cinco meses são lembradas com detalhes nessa entrevista com William Salem concedida alguns anos antes de sua morte que ocorreu em 2010.
II
A entrevista em 1998.
A morte em 2010
O programa Memória desta semana mais uma vez estará focalizando a administração pública paulistana no ano de 1958 quando assumiu a prefeitura o presidente da Câmara dos Vereadores, William Salem.
A entrevista com Salem foi realizada em 1998 e neste segundo programa ele revela uma gravíssima lesão aos cofres da municipalidade paulistana com a compra de 200 chassis de caminhões que foram adaptados para ônibus uma vez que a prefeitura não tinha frota de caminhões.
O dono da concessionária que vendeu os caminhões era um político famoso e quem comprou os caminhões para a prefeitura, não era menos famoso. Ouçam o programa e vocês saberão de quem se trata.
Crédito da foto 1 – Acervo: Câmara Federal

Crédito da foto 2 – Projeto Memória
O ENTREVISTADO. E o jornalista. William Salem quando deputado; Parron no Centro de Documentação e Memória da Bandeirantes: volume extraordinário de vozes, depoimentos, canções, a memória brasileira e internacional sistematizada e preservada
Para a edição 20.043...
Octaviano Gaiarsa
A vocação médica do Dr. Gaiarsa jamais o impediu de escrever. Para o jornal, o primeiro passo foi no principiante News Seller, como colaborador e muitas vezes porta-voz.

Crédito da foto 3 – Banco de Dados; reprodução: João Henrique Medice
AO MICROFONE. Octaviano Gaiarsa ao microfone, ao lado do jornalista Edson Danillo Dotto (E), diretor-presidente do News Seller
DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO
Sábado, 10 de janeiro de 1976 – edição 2947
MEIO AMBIENTE – Cetesb embargava projeto de uma nova unidade da Motores Búfalo para Ribeirão Pires.
SANTO ANDRÉ - Prefeitura de Santo André entregava uma passarela para pedestres sobre a avenida Ramiro Colleoni, próxima à Escola Técnica Júlio de Mesquita, a primeira obra do gênero na cidade.
MOVIMENTO SINDICAL – Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema homologou, em 1975, 14.145 demissões, relativas a 200 das 300 empresas da base.
EM 10 DE JANEIRO DE...
1906 – A São Paulo de então: carroceiro era multado no Bexiga por dirigir em disparada; queixas na Rua Barão de Campinas contra a falta de iluminação pública a gás.
Paris, 8 – Os resultados para o Senado: eleitos 26 republicanos, 26 radicais socialistas, um reacionário e dois progressistas.
1946 -Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) era criado pelo decreto-lei nº 8622 do governo federal.
1966 - Inaugurado o prédio próprio da Escola Senac Eduardo Saigh, de Santo André, na Avenida Ramiro Colleoni, em terreno doado pela Prefeitura.
1996 – Diário lançava a coluna “Diário Comunidade”.
MUNICÍPIOS BRASILEIROS
Hoje é o aniversário de Aliança do Tocantins (TO), Matutina (MG), São José do Sabugi (PB) e São Lourenço da Mata (PE).
HOJE
Dia da Polícia Rodoviária do Estado de São Paulo. Lembra a criação da corporação, nesta data, em 1948.
Dia do Santo Aldo
10 de janeiro
Viveu no século VIII. Monge na Irlanda. Sua biografia conservou-se graças aos jesuítas belgas, que catalogaram os santos do Norte da Europa em 1600. É o único santo com esse nome, que significa ‘ancião’ ou ‘homem maduro’.
A tradição nos apresenta Aldo como um simples carvoeiro, um monge de mãos calejadas e rosto enegrecido pela fuligem das carvoarias.
Fonte: padre Evaldo César de Souza
Ilustração: Santuário Nossa Senhora Aparecida
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