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Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 11 de janeiro de 2026

11/01/2026 | 09:01
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Acordo Mercosul-UE

'União Europeia aprova acordo comercial com Mercosul’ (www.dgabc.com.br). Finalmente, após 25 anos de tratativas, a União Europeia aprova o acordo comercial com o Mercosul, que será assinado no próximo dia 17, no Paraguai, mesmo não sendo unânime, já que França, Hungria, Polônia, Áustria e Irlanda votaram contra. Porém, se o presidente dos EUA, Donald Trump, não tivesse em meados de 2025, surpreendido o mundo quando aplicou taxas absurdas para exportações de produtos para os EUA contra parceiros comerciais tradicionais, esse acordo da UE com o Mercosul, provavelmente não teria sido aprovado. Mas, a hora é para comemorar! Mesmo porque, esse acordo comercial, sendo o maior da história, abrange uma população total que gira em torno de 660 milhões de habitantes. E certamente todos poderão potencializar ainda mais o comércio bilateral. Como estima a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), o Brasil poderá exportar para União Europeia mais US$ 7 bilhões. Também não deixa de ser uma boa oportunidade para pequenas e médias empresas brasileiras otimizarem vendas à UE. Depois de um noticiário pesado, com fatos desconcertantes neste início de 2026, esse acordo traz luz a dias melhores.

Paulo Panossian - São Carlos (SP)

Reajuste dos professores

O reajuste de 0,37% no piso nacional dos professores não é apenas insuficiente: é uma humilhação oficializada. Enquanto convênios médicos sobem perto de 30%, o governo oferece migalhas a quem sustenta – ou deveria sustentar – o futuro do País. O efeito é concreto e cruel. Professores não conseguem pagar planos de saúde minimamente decentes e recorrem à rede pública, já colapsada, inclusive nos hospitais destinados aos próprios servidores. Trabalham, pagam e não são atendidos. Ensinar virou ato de resistência. Como melhorar a educação tratando o professor assim? Não se melhora. Porque não há projeto educacional, apenas discurso. Prioridade se mede no contracheque, não em palanque. Pior: muitos docentes elegeram políticos que, também são professores, mas uma vez no poder, abandonaram a categoria sem pudor. Em breve, como sempre, virá o reajuste generoso dos parlamentares – concedido sem debate, sem vergonha e sem crise moral. Para os professores, sobra o desprezo institucional. Educação não se constrói com slogans nem com índices manipuláveis. Um País que reajusta o salário do professor abaixo da inflação não erra: escolhe. E o governo de Luiz Inácio Lula da Silva escolheu quem pode apertar o cinto – e quem jamais aperta. E como o professor não tem importância neste País, tampouco terá espaço para se defender ou gritar. O silêncio, aqui, também é imposto.

Izabel Avallone - Capital

Lula e seus ministros

Em campanha eleitoral para a reeleição, Lula foi claro com seus ministros. Em síntese mais ou menos assim: ‘está na hora de colher o que plantamos desde 2023, compete a cada um de vocês mostrar os frutos’. Creio ser desnecessário. Além do suntuoso turismo internacional, a cada dez problemas jurídicos contra na Alta Corte, nove foram decididos favoráveis ao governo, enquanto para os adversários foi o oposto.

Humberto Schuwartz Soares - Vila Velha (ES)




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