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Check-up de início de ano - você realmente precisa dele?

Fabiano Gonçalves Guimarães
19/01/2026 | 08:15
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ARTE: Fernandes
ARTE: Fernandes Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


É comum os cuidados com a saúde ficarem mais evidentes quando iniciamos novos períodos, como o ano novo, por exemplo. Inclusive, melhorar a qualidade de vida ou iniciar um tratamento que há tempos pode estar na meta de muita gente é um quesito muito importante. Mas o que precisamos ficar atentos é em aderir só realmente o que precisamos. 

Com tantas opções disponíveis no mercado de saúde, é comum ficarmos indecisos e até tentados a querer realizar determinados exames e consumir medicamentos e suplementos, a partir de abordagens e campanhas de marketing que realmente são muito convincentes. Alguns, inclusive, têm um alto investimento que pode extrapolar orçamentos de toda uma família. 

Mas será que realmente você precisa desses cuidados extras para ter uma boa saúde ou até mesmo diagnosticar algo que nem sequer é baseado em alguma queixa de ordem física ou mental? 

Os procedimentos de saúde e os medicamentos são realmente necessários para diagnóstico e monitoramento, de problemas crônicas, como hipertensão e diabetes até as doenças graves, mas desde que sejam realmente indicados, a partir do histórico pessoal e familiar, além de informações como rotina, situação social e ainda, o território onde a pessoa vive e trabalha, além de um acompanhamento médico. 

Porém, nem todos os exames disponíveis são indicados para a toda população. Mesmo que uma pessoa famosa ou até mesmo uma outra próxima tenha feito e descoberto algo, a indicação pode não ser para você. Na Medicina, temos um termo que se chama falso positivo, que é quando um resultado pode, primeiramente, indicar um diagnóstico, que realmente não é. Ou seja, sinaliza alguma doença ou até mesmo a ausência dela, sendo que o resultado é o oposto do que está ali indicado. 

Por isso que a conversa com seu médico é fundamental para entender por que fazer cada exame e procedimento indicados. Ainda, quando você mesmo solicitar algo a ele, por meio de uma decisão compartilhada, o ideal é que vocês dois, por meio de uma boa relação médico-paciente, consigam chegar a um consenso para proteger sua saúde da melhor forma possível, sempre utilizando dados científicos com aliados. 

Quanto aos suplementos, muitos têm venda livre, sem a necessidade de prescrição médica para consumo. Muitos deles não tem evidência científica de que realmente funcionam a curto, médio e longo prazos, por isso, é sempre importante levar a discussão para o profissional que te acompanha para entender se realmente há necessidade de consumo e o mais um detalhe que não pode passar: se o investimento terá algum retorno. 

Com isso, recomendo que você cuide sim da sua saúde, consulte seu profissional de confiança, converse sobre as opções e o que realmente é necessário para que você tenha uma qualidade de vida adequada, dentro da sua realidade e contexto atual. 

Aproveite agora este início de ano para adotar hábitos simples, mas que farão toda a diferença no seu dia a dia, começando pelo básico: dormir bem, reduzir o acesso às telas, comer mais a comida preparada por você mesmo, além de praticar alguma atividade física que seja leve e prazerosa. Pequenos gestos quando somados daqui alguns meses, trarão melhorias significativas que te farão se sentir melhor não apenas fisicamente, mas te darão um prazer imenso pelas conquistas. 




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