Palavra do Leitor

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Trump contra o mundo – 1
‘Trump formaliza criação de Conselho de Paz’ (www.dgabc.com.br). Aspirante a ditador, o presidente dos EUA, Donald Trump, é uma figura grotesca. Após destituir o ditador da Venezuela, quase criando um novo conflito internacional, reclama de não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz, mesmo fomentando quase todas as guerras hoje pelo planeta. Destruída a faixa de Gaza, com sua participação, cria o Conselho de Paz, para promover a estabilidade e a paz em áreas com conflitos. E o objetivo inicial da sua reconstrução. O presidente do conselho é Donald Trump, com mandato de três anos (com possibilidade de renovação por ele mesmo), que nomeia, ele mesmo, oito membros executivos. O presidente tem poder de veto sobre as decisões colegiadas e cada membro tem que pagar 1 bilhão de dólares para ingressar no conselho. Pelo direito internacional, o país agressor, vencedor, tem o dever da reconstrução, bem como proteger o derrotado. Trump quer transferir essa obrigação, relativa à Gaza. Concluindo: Acho muito difícil alguém acreditar que uma decisão colegiada deste conselho, e que não agrade ao seu presidente, possa se efetivar.
Evaristo de Carvalho Neto - Santo André
Trump contra o mundo – 2
O presidente dos EUA, Donald Trump, discursando no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, abusou da autopromoção. Disse que somente em um ano de governo, pelas medidas que tomou, transformou os EUA no ‘motor econômico do planeta’. Como se antes de assumir o país que comanda, os EUA fossem uma nação de terceiro mundo. Passado esse show indigerível de lorotas, Trump ocupou o tempo criticando a União Europeia, pelo seu delírio de desejar comprar a Groenlândia, dizendo ‘que ninguém pode defender esse território como os EUA’. Além de exigir urgência para negociar o seu domínio. Como os membros da União Europeia não resolvem nada com estardalhaços improdutivos como os de Trump, tomaram a decisão de suspender o acordo comercial firmado com os EUA, depois que o presidente norte-americano impôs tarifas nas exportações de produtos, de 10% a partir de 1º de fevereiro, e 25% a partir de junho, contra aos oito países europeus que discordam dessa maluquice de desejar comprar a Groenlândia. O primeiro-ministro da Alemanha disse que a seleção de seu país pode boicotar e não participar da Copa do Mundo deste ano, a ser disputada nos EUA, e também no Canadá e México. Porém, Donald Trump, certamente sentindo que a União Europeia, não vai se curvar e dizer amém a suas insanas pretensões, recuou, dizendo que não vai mais usar força militar para atacar a Groenlândia. Para quem como Trump, que ficou feliz ao receber na Casa Branca, um Nobel da Paz de segunda mão, da laureada Marina Corina Machado, da Venezuela, coisa boa jamais será possível esperar.
Paulo Panossian - São Carlos (SP)
Cursos de Medicina
‘Universidades privadas de Medicina relatam dados divergentes e Inep admite ‘inconsistência’’ (www.dgabc.com.br). O Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) apenas confirmou o que muitos pacientes já sabem: a proliferação irresponsável de cursos de medicina virou um risco à vida. Dos 351 avaliados, 107 tiveram desempenho insatisfatório. Não é estatística, é alerta vermelho. A maioria desses cursos pertence a instituições privadas com fins lucrativos ou municipais, muitas mais interessadas em incentivos como o Fies do que na formação de médicos qualificados. O resultado aparece no atendimento: diagnósticos errados, exames mal interpretados e profissionais que se limitam a ler laudos sem compreender o que veem. Forma-se médico em escala industrial, sem rigor nem preparo. Erros se acumulam, punições raramente ocorrem e o paciente paga a conta - com sequelas ou com a própria vida. Criou-se uma medicina de castas: quem pode pagar, se trata; quem não pode, se arrisca. O Enamed não é caça às bruxas. É espelho. E a imagem é assustadora.
Luciana Lins - Campinas (SP)
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