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Moradores de Santo André denunciam casa abandonada com larvas de dengue

Área sem manutenção preocupa vizinhança por riscos sanitários e acúmulo de entulho

26/01/2026 | 18:35
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Claudinei Plaza/DGABC
Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Um terreno abandonado na Avenida Lino Jardim , número 161, no bairro Vila Bastos, em Santo André, tem gerado medo aos moradores do entorno. Segundo relatos, a casa está há dez anos em estado deteriorado, acumulando vegetação, vetores de mosquitos, baratas e ratos, além de entulho e lixo. 

Os moradores reclamantes afirmam também que as proprietárias sofrem com a falta de recursos financeiros para manutenção do local.

O aposentado e morador de um prédio da Rua Antônio Bastos, Álvaro Salvi, 85 anos, acompanhou a situação da área desde o início. “É um terreno repleto de mato e entulho. Existem árvores altas que deixam cair galhos no nosso prédio. Na última chuva mais pesada, as folhas cobriram o nosso ralo e quase alagaram nosso salão”, comentou Salvi.

Ainda conforme o aposentado, os moradores já fizeram diversas denúncias para a Prefeitura de Santo André, mas sem muito efeito.

Em 2024, Salvi afirmou que conseguiu visitar o interior do local em conjunto com uma equipe do Centro de Zoonoses, que constatou a presença de larvas de dengue. Além disso, segundo o morador, foi possível ver vários objetos quebrados, pneus e a própria estrutura destruída.

“O que a gente deseja é que seja feita uma intervenção e limpeza pela Prefeitura. No porão, encontraram larvas, mas a administração nunca tomou providência”, ressaltou.

O advogado e também morador do prédio próximo ao terreno, Tomaz Martins, 66, falou que o estado do terreno causa medo, principalmente nessa época de chuvas. “Todo mundo reclama, estamos notando a presença de pernilongos. Virou um local propício à proliferação de ratos e baratas. Conversamos com as donas e realmente falam que não têm dinheiro”, disse Martins.

Em nota, a Prefeitura de Santo André disse estar ciente da situação. “Por se tratar de um terreno particular, a responsabilidade pela manutenção do local é do proprietário. Em relação à proliferação de baratas, ratos, mosquitos e outros vetores, a GCZ (Gerência de Controle de Zoonoses) informa que, por diversas vezes e sem sucesso, tentou realizar vistorias no local. Após várias tentativas, no dia 17 de dezembro de 2025, os agentes deixaram na caixa de correio uma convocação de comparecimento à GCZ, porém não houve retorno até o momento.” 

O Diário entrou em contato com uma das proprietárias, que não foi identificada, que informou que a situação já está sendo resolvida, sem entrar em detalhes sobre o estado e os próximos passos.

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