Achados e perdidos Linha 10-Turquesa recebeu no ano passado 9.235 itens esquecidos nas nove paradas; taxa de devolução aos passageiros é de 29,4%
FOTO: Denis Maciel/DGABC

A CAP (Central de Achados e Perdidos) da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) recebeu 9.235 itens perdidos nas estações do Grande ABC ao longo de 2025. O volume equivale a uma média diária de 25 objetos e documentos localizados em trens e estações da Linha 10-Turquesa, que atende a região.
Do total registrado no ano passado, 6.384 (69,1%) dos itens eram documentos e 2.851 (31%) eram objetos em geral, como celulares, guarda-chuvas e mochilas, além de itens menos comuns, como cadeiras, andadores, carrinhos de bebê, bicicletas e até drones.
Segundo a CPTM, 2.713 pertences foram devolvidos aos proprietários, o que corresponde a uma taxa de devolução de 29,4%.
Em comparação com 2024, quando foram localizados 10.336 itens nas estações do Grande ABC, houve redução de 1.101 registros, o que representa uma queda de aproximadamente 10,6% no volume de perdas na região. Em 2024, 3.066 itens foram devolvidos.
Entre as estações, Mauá concentrou o maior número de ocorrências em 2025, com 2.269 itens perdidos, dos quais 736 foram devolvidos, com taxa de devolução de 32,4%, a mais alta da região.
Na sequência aparece Santo André, com 1.936 itens localizados e 542 devoluções, seguida por Rio Grande da Serra, que registrou 1.418 ocorrências, com 402 itens devolvidos.
Em São Caetano, foram contabilizados 1.318 itens perdidos, dos quais 442 retornaram aos donos. Já Ribeirão Pires somou 615 registros, com 167 devoluções, enquanto Capuava teve 485 itens localizados e 121 devolvidos.
As estações de Utinga e Prefeito Saladino apresentaram volumes parecidos, com 438 itens perdidos e 86 devoluções, e 430 registros, com 133 devoluções, respectivamente. Guapituba foi a parada com o menor número de ocorrências no ano, com total de 326 itens localizados, dos quais 84 foram devolvidos.
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Segundo a CPTM, o desempenho nas devoluções é impulsionado pela busca ativa realizada pela equipe da Central de Achados e Perdidos, que cruza informações para localizar os proprietários antes mesmo que eles procurem o serviço.
“Cada item localizado carrega um valor importante para quem o perdeu. O trabalho da central existe para cuidar desses objetos com responsabilidade e permitir a devolução aos seus donos”, afirma Viviane Vizioni, chefe do Departamento de Relacionamento com o Passageiro da CPTM.
Viviane explica que para um objeto voltar para casa, o usuário precisa provar que ele é seu. Não basta dizer que perdeu um guarda-chuva preto, por exemplo, é necessário informar a linha, estação, horário e detalhes específicos que batam com o protocolo de recebimento.
Em toda a rede, a central recebeu 67.236 itens em 2025, considerando as linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A média diária no sistema foi de 184 itens localizados, com taxa de devolução de 31%, com 20.595 pertences entregues aos proprietários.
De acordo com a companhia, 82% das devoluções foram resultado direto da busca ativa realizada pela equipe da CAP.
COMO FUNCIONA
Todos os objetos encontrados em trens e estações são encaminhados à Central de Achados e Perdidos e ficam armazenados por até 60 dias.
Durante esse período, a equipe tenta localizar os donos. Quando isso não ocorre, os itens são destinados ao Fundo Social do Estado de São Paulo. Documentos, em sua maioria, são devolvidos aos órgãos expedidores, enquanto cartões bancários são destruídos.
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