Palavra do Leitor

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Casos de racismo
‘Em um ano, processos de racismo triplicam na região’ (Setecidades, dia 25). O Diário nos convida a tentar, ao menos, um conformismo impossível de ser vivenciado. Como é que podemos ou devemos, equivocadamente, julgar um ser humano pela cor de sua pele? É como culpar, levianamente, uma pessoa pela mesma ter nascido negra, amarela ou parda. Como se não bastasse o fato de vivermos, historicamente, em um mundo machista e preconceituoso, o criminoso racismo nos apequena e nos torna uma espécie de filhos do ímpio, do canalhismo, do desumano, do vulgar, do profano, do imoral, da desonra e do barato cruel. Não sou negro e isso não me faz melhor, maior, superior, um super homem ou uma pessoa acima do bem e do mal, me faz, assim como você, um igual!
Cecél Garcia - Santo André
Vacina herpes-zóster
Causou estranhamento a justificativa do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicando a não inclusão da vacina contra herpes-zóster no SUS (Sistema Único de Saúde). Segundo ele, o custo seria de R$ 50 bilhões, sob a alegação de que todos acima de 50 anos teriam de ser vacinados. A premissa é equivocada. A vacina é indicada a quem teve catapora, já que o vírus permanece latente no organismo e pode se manifestar ao longo da vida. Trata-se, portanto, de prevenção direcionada, não de vacinação indiscriminada – exatamente o tipo de política mais eficiente do ponto de vista sanitário e econômico. O ministro diz que, apesar do custo, o governo pretende negociar. Se há essa intenção, que se negocie. Uma eventual negociação é bem-vinda, mas a doença não aguarda tratativas nem distingue pacientes. Chama atenção que, quando se fala em prevenção e proteção de idosos, o argumento seja a falta de recursos. Ao mesmo tempo, o governo libera R$ 12 milhões para o Carnaval do Rio sem mais questionamentos. O valor é pequeno frente ao orçamento da saúde, mas o contraste é revelador. Prevenir doenças reduz sofrimento, internações e custos futuros. Festa rende aplauso imediato. Quando o governo escolhe uma e posterga a outra, deixa claras suas prioridades.
Izabel Avallone - Capital
Banco Master
No Brasil, o silêncio de Daniel Vorcaro parece valer mais do que o próprio banco. Falar custa caro; calar rende proteção. O País não aprendeu nada com o passado – ou talvez tenha aprendido demais. Aprendeu que o tempo apaga, que a memória falha e que, ao final, quase todos são ‘perdoados’. Alguns por absolvição formal, outros pelo esquecimento conveniente. Escândalos passam, personagens mudam, mas o método permanece. O silêncio é premiado. A conta, como sempre, fica para o cidadão.
Luciana Lins - Campinas (SP)
Mobilidade em São Bernardo
A cidade de São Bernardo encerrou 2025 aos tropeços, ocupando grandes espaços na mídia, em razão de um prefeito eleito em 2024. O tempo que deveria ser para cuidar da cidade foi mais para responder às falcatruas produzidas durante sua trajetória no poder público. É bem verdade que todas essas falcatruas já eram anunciadas antes de ser eleito. A população pagou para ver. Eleições permitem errar e acertar, por isso temos que defender a democracia que nos dá a oportunidade de também de acertar. Mais um ano se perdeu e a manutenção da cidade deixou de ser executada. Tanto que está aí a arborização da cidade nas calçadas comprometendo a mobilidade por meio da macro acessibilidade e da micro acessibilidade, produzindo insegurança e desconforto do pedestre, do cadeirante, somado a geração de riscos pela instabilidade do tempo chuvoso e ventos. Com ameaças as árvores atingirem o lindeiro, causando prejuízos aos imóveis. Portanto o ano se foi e a única novidade administrativa desse governo foi a entrega da ponte estaiada do Ribeirão dos Couros, ainda de forma incompleta, sem espaço para circulação de pedestres e ciclofaixa, impedindo a prática da equidade no ambiente de circulação. Enfim vamos aguardar a que veio este governo.
Gercio Vidal Bento - São Bernardo
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