Investigados Luis Francisco Caselli, 61 anos, foi morto a tiros em novembro do ano passado, na Zona Leste
FOTO: Reprodução

Policiais militares do 6º BAEP (Batalhão de Ações Especiais da Polícia) de São Bernardo são suspeitos de envolvimento no assassinato do comerciante Luis Francisco Caselli, 61 anos, morto a tiros na noite de 24 de novembro de 2025, no Tatuapé, Zona Leste da Capital.
Nesta semana, o DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) cumpriu mais dois mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra policiais militares suspeitos de participação no crime.
Com isso, sobe para oito o número de agentes investigados. Após os trâmites legais, os PMs foram encaminhados ao Presídio Romão Gomes, na Zona Norte da Capital, onde permanecem à disposição da Justiça.
Anteriormente, no dia 16 de janeiro, seis policiais militares já haviam sido presos em uma operação conjunta da Polícia Civil, por meio do DHPP, e da Polícia Militar, por meio da Corregedoria da corporação. Todos pertencem ao 6º BAEP.
O CASO
De acordo com as informações da SSP (Secretaria da Segurança Pública), no dia do crime, Caselli chegava em casa de carro quando foi abordado por dois homens em uma motocicleta. Após uma breve conversa, o garupa sacou uma arma e efetuou vários disparos.
A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Luis Francisco Caselli atuava como lobista de empresas no poder público e tinha diversas passagens pela polícia por estelionato.
Nas primeiras prisões, o secretário de Segurança Pública, Nico Gonçalves, afirmou que não há tolerância com desvios de conduta nas forças de segurança e destacou que as instituições atuam para responsabilizar agentes envolvidos em práticas criminosas.
“Não ficamos felizes com essa situação, em que um agente público que se comprometeu a servir e proteger acaba se envolvendo em uma ação criminosa, mas é importante que a população saiba que quando isso acontece, nossas polícias estão de prontidão para trazê-los à Justiça. Não há hesitação em cortar na própria carne para punir os que adotam condutas ilegais”, disse o secretário.
Procurado, o TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) informou que não pode divulgar o andamento do caso nem fornecer informações dos autos, uma vez que o inquérito tramita sob sigilo, conforme o artigo 20 do Código de Processo Penal.
O caso foi registrado como homicídio qualificado no 30º Distrito Policial do Tatuapé. O DHPP segue com as investigações para esclarecer todas as circunstâncias do homicídio.
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