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Padilha nega candidatura e diz que Haddad é ‘adequado’

Ministro afirma que não deixará a Pasta e que colega da Fazenda deverá disputar governo do Estado

30/01/2026 | 23:50
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve ontem em Mauá e declarou, em entrevista ao Diário, que não disputará as eleições de outubro. Auxiliar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e deputado federal licenciado pelo Partido dos Trabalhadores, Padilha também endossou que o nome mais adequado para concorrer ao governo do Estado é o do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). Sobre a reivindicação do PSD, comandado por Gilberto Kassab, pela vice-presidência, Padilha afirmou desconhecer a discussão, mas admitiu que o partido do centrão será acolhido caso decida apoiar o atual governo.

“A única eleição que vou disputar este ano é a reeleição do presidente Lula. É a disputa para derrotar aqueles que tiraram a vacina do povo brasileiro, que não ofereceram os atendimentos básicos no meio de uma pandemia, que faziam chacota em relação aos pacientes e às pessoas que sofriam, daqueles que tiveram atitudes de desrespeito e não tiveram compromisso com o SUS (Sistema Único de Saúde)”, disse Padilha, em críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que comandou o Brasil entre 2019 e 2022.

Para o recorte do pleito estadual, Padilha acredita que o caminho ideal para derrotar Tarcísio de Freitas (Republicanos), pré-candidato à reeleição, será aquele a ser percorrido pelo atual ministro da Fazenda. “O companheiro Fernando Haddad é um nome muito adequado e capacitado para assumir a missão nessa disputa eleitoral em São Paulo.”

Com relação a uma pré-candidatura de Geraldo Alckmin (PSB), atual vice-presidente, Padilha rememorou a entrevista do ex-ministro da Casa Civil Zé Dirceu ao Diário, em novembro, na qual dizia que a “chapa Alckmin e Haddad seria ideal”.

O titular da Saúde, que tem demonstrado predileção por Haddad, disse que o atual número 2 na linha sucessória no Brasil tem outro compromisso. “O próprio Alckmin tem outros papéis, uma missão na vice-presidência do presidente Lula.”

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O assunto político permeou boa parte do encontro da equipe de reportagem com Padilha. O titular da Saúde foi questionado sobre as movimentações políticas que podem colocar o PSD, partido do centrão, na mesma raia do PT.

A sigla, comandada nacionalmente por Gilberto Kassab, secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de São Paulo, tem se articulado para pleitear a vaga de vice no projeto eleitoral de reeleição do presidente Lula.

A proposta é ousada, mas a sigla deve usar todo o seu capital político para buscar espaço. O PSD tem o maior número de prefeitos, 885 no total, e trouxe para seu ninho três governadores de estados-chave: Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Júnior (PR) e Eduardo Leite (RS).

“O PSD é um partido importante e, se quiser apoiar o presidente Lula, sempre será muito bem recebido”, disse Padilha.




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