Eleições 2026 Em levantamento do ‘Diário’, seis pré-candidatos buscam uma cadeira na Assembleia Legislativa, outros dois sonham com a Câmara Federal
Denis Maciel/DGABC

Em São Caetano, ao menos oito nomes estão colocados no tabuleiro para a disputa eleitoral de outubro. Seis dos cotados buscam votos para a Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) — o Parlamento tem 94 vagas. Outros dois pré-candidatos sonham com Brasília. Na Câmara Federal são 513 cadeiras; desse total, 70 são destinadas aos eleitos no território paulista.
Entre os nomes que despontam está o do ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSD). Chefe do Executivo por quatro mandatos, o pessedista é cogitado para entrar na disputa federal, mas ainda não há uma definição sobre a empreitada. A análise da conjuntura política está em andamento, e parcerias estratégicas estão sendo alinhadas.
Auricchio, nas eleições de 2020, recebeu 42.842 votos e foi reeleito pela segunda vez. Entretanto, a Justiça o impediu de tomar posse. Ele estava condenado por captação irregular de recursos para a campanha.
Outro que sonha com projeto maior é o vereador com dois mandatos Américo Scucuglia (PRD). O parlamentar bolsonarista aposta no discurso ideológico da direita para subir degraus na carreira eletiva e tenta conquistar apoio do governo do prefeito Tite Campanella (PL) para ampliar sua base de votos.
Para a Alesp, Thiago Auricchio (PL), pré-candidato à reeleição, deve, a depender da decisão de seu pai, realizar uma dobrada na cidade. Em 2022, o liberal recebeu 123.483 votos.
Ainda para o Parlamento paulista, a vereadora Bruna Biondi (Psol), única mulher na Câmara de São Caetano, entrou na disputa estadual em 2022. Na ocasião, com a proposta de um mandato coletivo, angariou 8.304 sufrágios. Seu eleitorado, em grande maioria formado por jovens, garantiu à parlamentar, no último pleito municipal, 5.848 votos, número suficiente para que fosse a mais votada da cidade.
O empresário Edison Parra, experiente vereador com quatro mandatos e decano na Câmara de São Caetano, tem a bênção da deputada federal Renata Abreu, presidente nacional do Podemos, para entrar na disputa. Combativo, o podemista, opositor da família Auricchio, assumiu a cadeira após conquistar 1.502 votos.
O Legislativo são-caetanense pode projetar outro nome para fora dos limites da cidade. Trata-se de Igor Cavelagna (PSB). Parlamentar em primeiro mandato, assumiu a cadeira com a licença do titular Bruno Vassari (PSB), que atualmente ocupa cargo no gabinete de Tite.
O pessebista, apesar de ser suplente, tem forte ligação com igrejas evangélicas, o que pode potencializar sua pré-candidatura. Por ser de um partido de centro-esquerda, deve agradar ao eleitorado descontente com a polarização entre direita e esquerda.
A lista é completada por Francisco de Macedo Bento, o Chico Bento (Podemos). Comerciante, o piauiense, com dois mandatos em São Caetano, aposta na identidade regional nordestina para chegar à Alesp. Sua pré-candidatura ainda é vista com reticências na cidade, afinal, sem mandato, poderia tirar força de Parra, seu colega de partido.
Por fim, entre os pré-candidatos também está Anny Giacon, conhecida como Dra. Anny. A médica, que recebeu 1.115 votos pelo PL na última eleição, migra para o Cidadania e tem o nome endossado pelo deputado federal Alex Manente.

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