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Defesa de Gabriel Maranhão contesta dívida de pensão aos filhos

Ex-prefeito de Rio Grande da Serra entre 2013 e 2020 segue preso na Capital e busca habeas corpus para soltura

Bruno Coelho
31/01/2026 | 18:40
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Divulgação/Consórcio
Divulgação/Consórcio Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Preso em São Paulo na última quinta-feira (29) por não pagar pensão alimentícia, o ex-prefeito de Rio Grande da Serra - entre 2013 e 2020 - Gabriel Maranhão se manifestou neste sábado (31), por meio de sua defesa, contestando a dívida acumulada de R$ 224,5 mil, e diz acreditar na sua soltura nos próximos dias. O mandado de prisão foi expedido em 28 de novembro de 2025 pelo juiz Davi Mancebo Coutinho Fernandes, da 6ª Vara da Família e Sucessões de Santo Amaro, na Capital.

Segundo nota do advogado Luiz Ferreira, Maranhão efetuou pagamentos de pensões mensais que somam R$ 161 mil aos seus dois filhos, hoje com 18 e 22 anos. A defesa ainda sustenta que o ex-prefeito custeou despesas essenciais que não foram devidamente abatidas no cálculo inicial da Justiça. Entre os gastos listados, estão o aluguel do imóvel onde residem os jovens, taxas de condomínio, contas de energia e água, além de mobiliário e alimentação.

“Considerando os R$ 161 mil já depositados e, a Justiça em segundo grau autorizando abater os valores pagos diretamente em benefícios de primeira necessidade aos filhos, nada mais deve o ex-prefeito Gabriel Maranhão. Sua soltura virá nos próximos dias, por meio de habeas corpus em andamento”, afirmou o advogado.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 98º DP (Distrito Policial) do Jardim Miriam, Zona Sul de São Paulo, a Polícia Militar recebeu uma denúncia anônima, no dia 24 de janeiro, quanto a uma briga de casal em frente a uma hamburgueria, na Avenida Interlagos. Durante a abordagem dos policiais, constatou-se que Maranhão era procurado pela Justiça e, portanto, foi detido, sendo levado em seguida para fazer exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal).

Neste momento, Maranhão está preso em um CDP (Centro de Detenção Provisória) na Capital para cumprir pena de 60 dias em regime fechado. A localização da unidade prisional, entretanto, não foi revelada pela defesa. A Justiça determinou que o detido receba tratamento adequado, tendo em vista que afirmou usar medicamentos ansiolíticos e para bronquite.

Prefeito por oito anos em Rio Grande da Serra, Maranhão também presidiu duas vezes o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, em 2015 e 2020. No ano seguinte, após deixar o Paço, ele se tornou secretário de Obras na vizinha Ribeirão Pires, mas saiu meses depois, alegando razões pessoais.




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