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Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 27 de março de 2026

27/03/2026 | 08:51
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FOTO: DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


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Extradição de Zambelli

‘Justiça italiana aceita extradição de Zambelli; ainda cabe recurso’ (www.dgabc.com.br). Vai voltar e ficar doente para pedir prisão domiciliar.

Gilsete Primo

do Instagram

Aumento de dívidas

‘Número de dívidas atrasadas na região aumenta 80% em 5 anos’ (Economia, ontem). Se neste ano a inadimplência das famílias atingiu recorde de 80,2%, como indica pesquisa da CNC (Confederação Nacional de Comércio), os pedidos de recuperação judicial de empresas também batem recorde. O valor das dívidas supera os R$ 103 bilhões. Em 2025, também teve recorde com 68 pedidos de recuperação judicial com dívidas de R$ 15 bilhões. Já em 2024, empresas que pediram recuperação judicial acumularam dívidas de R$ 40 bilhões. Esse tenebroso quadro de inadimplência e recuperação judicial de empresas em grande parte ocorreu porque, infelizmente, o nosso País é governado, e, pela terceira vez, por um presidente que jamais em tempo algum, se preocupou com as contas públicas. Gasta o que não tem, investe pouco em infraestrutura, e, explode a dívida pública, que neste ano chega a 73,5% do PIB. Lula, por não se preocupar com alertas dos especialistas e principalmente do Banco Central, seguiu cegamente sua rota do desequilíbrio fiscal. Resultado? Se em meados de 2024, a taxa Selic estava em 10,50%, desde junho de 2025, se manteve nos 15%. Não fosse a intervenção do BC na taxa básica, talvez a inflação também teria chegado hoje aos 2 dígitos e não no atual nível acumulado em 12 meses de 3,81%. Porém, desde esse período governado por Lula, as empresas e consumidores finais estão penando para produzir e suportar a insustentável alta dos juros.

Paulo Panossian

São Carlos (SP)

OAB e STF

Sob o olhar atento e tardio da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a crise que envolve o STF (Supremo Tribunal Federal) finalmente mereceu algumas palavras de seu presidente, Beto Simonetti. Palavras que, diga-se, só vieram depois de provocadas pela imprensa. Durante anos, enquanto decisões polêmicas se acumulavam e inquéritos se estendiam sem prazo definido, a OAB optou por uma discrição quase absoluta. Agora, ao se manifestar, sugere que faltou reação da sociedade e da imprensa. Curioso. A entidade que tem assento garantido nas grandes discussões nacionais, legitimidade constitucional e voz própria, parece esperar que outros façam o barulho que ela mesma evitou fazer. Se há abusos, a OAB não precisa de autorização popular para agir. Precisa de disposição. Ao transferir para terceiros o peso da omissão, a pergunta que fica é inevitável: trata-se de comodismo ou de algo mais próximo da covardia institucional? Porque, quando uma instituição criada para defender a ordem jurídica fala apenas quando pressionada e ainda assim divide responsabilidades, não é só o silêncio que incomoda. É o timing. Não falta voz à Ordem dos Advogados do Brasil. Falta usá-la por quem tem o dever e o direito de falar.

Luciana Lins

Campinas (SP)

Seleção Brasileira

‘Pego de surpresa’, presidente da CBF descarta ‘Brasa’ no uniforme da seleção: ‘Somos Brasil’ (www.dgabc.com.br). A decisão da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) de recuar da inscrição “Brasa” no uniforme da Seleção Brasileira de Futebol mostra que nem sempre o improviso supera a tradição. A Seleção não é peça de marketing. É símbolo nacional, construído com talento, história e respeito ao longo de décadas. Apelidos podem até existir no campo da informalidade, mas não devem substituir a identidade de um país pentacampeão do mundo. A reação imediata do público, amplificada nas redes, fez o que o bom senso deveria ter feito antes. Ao barrar excessos e preservar o essencial, a CBF acerta - ainda que tardiamente. Porque, no fim, não é “Brasa”. É Brasil. 

Izabel Avallone

Capital




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