Violência doméstica Esposa relata agressões, ameaça de morte e histórico de abusos; oficial nega acusações
FOTO: Reprodução

Um major da reserva da Polícia Militar foi preso em flagrante na noite deste sábado (28), na Vila Scarpelli em Santo André, após ser acusado de agredir a própria esposa durante uma discussão. De acordo com o boletim de ocorrência, o caso foi registrado na Rua Oliveira Coutinho. Policiais militares foram acionados para atender a uma denúncia de violência doméstica e, ao chegarem ao local, encontraram a vítima que relatou ter sido agredida pelo marido, Ricardo Azevedo da Silva, 54.
Segundo o registro policial, a discussão começou após o homem ofender a enteada, de 13 anos. Ao confrontá-lo, a mulher afirmou que passou a ser alvo de xingamentos e ameaças. Conforme o relato, ele teria dito que ela não tinha dinheiro, que levava uma vida péssima e que daria um tiro em sua cabeça.
Ainda de acordo com a vítima, durante a discussão o homem teria avançado contra ela, apertado seu pescoço, estrangulando-a e mordido seu rosto. O boletim aponta que a agressão só cessou após a intervenção da filha, que presenciou a cena e acionou a polícia.
O exame de corpo de delito confirmou lesões compatíveis com a versão apresentada, incluindo marcas na região do rosto e do pescoço.
MEDIDA PROTETIVA E DESACATO
A mulher também relatou que já teria sido agredida em outras ocasiões, citando um episódio em dezembro de 2025 que deixou um hematoma ainda visível. A vítima afirmou em depoimento temer por sua integridade física e psicológica e solicitou medidas protetivas de urgência, como o afastamento do agressor e a proibição de contato.
Além das acusações de violência doméstica, o major também é investigado por desacato. Uma capitã da Polícia Militar que acompanhava a ocorrência relatou que foi desrespeitada pelo indiciado. Segundo o registro policial, ao se apresentar, a oficial ouviu como resposta: “Não falo com ‘capitãozinha’. Mulher ainda, só falo com o coronel”.
O boletim ainda aponta que o homem apresentava sinais de embriaguez e comportamento alterado no momento da abordagem.
Em depoimento formal, Ricardo Azevedo da Silva negou as acusações. Ele afirmou que houve apenas uma discussão entre o casal e que não praticou agressões, classificando as denúncias como invenções. Também negou ter desacatado a oficial, alegando que não percebeu a presença dela no local.
Diante dos elementos reunidos, incluindo depoimentos de policiais, guardas civis e o laudo pericial, o delegado determinou a prisão em flagrante. O major foi indiciado por lesão corporal no contexto de violência doméstica, injúria, ameaça e desacato.
Por se tratar de policial militar da reserva, ele foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes. Neste domingo (29), o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) informou que foi concedida a liberdade provisória ao indiciado, mediante o cumprimento de medidas cautelares.
Segundo o TJ-SP, ele deverá comparecer mensalmente em juízo e está proibido de se ausentar da cidade por mais de oito dias sem autorização judicial, além de ter que informar eventual mudança de endereço. A Justiça também determinou o afastamento do lar e proibiu o major de se aproximar ou manter contato com a vítima e seus familiares, devendo manter distância mínima de 100 metros..
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