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Major aposentado é preso por agredir esposa em Santo André e liberado após audiência

Esposa relata agressões, ameaça de morte e histórico de abusos; oficial nega acusações

29/03/2026 | 15:35
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FOTO: Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Um major da reserva da Polícia Militar foi preso em flagrante na noite deste sábado (28),  na Vila Scarpelli em Santo André, após ser acusado de agredir a própria esposa durante uma discussão. De acordo com o boletim de ocorrência, o caso foi registrado na Rua Oliveira Coutinho. Policiais militares foram acionados para atender a uma denúncia de violência doméstica e, ao chegarem ao local, encontraram a vítima que relatou ter sido agredida pelo marido, Ricardo Azevedo da Silva, 54.

Segundo o registro policial, a discussão começou após o homem ofender a enteada, de 13 anos. Ao confrontá-lo, a mulher afirmou que passou a ser alvo de xingamentos e ameaças. Conforme o relato, ele teria dito que ela não tinha dinheiro, que levava uma vida péssima e que daria um tiro em sua cabeça.

Ainda de acordo com a vítima, durante a discussão o homem teria avançado contra ela, apertado seu pescoço, estrangulando-a e mordido seu rosto. O boletim aponta que a agressão só cessou após a intervenção da filha, que presenciou a cena e acionou a polícia.

O exame de corpo de delito confirmou lesões compatíveis com a versão apresentada, incluindo marcas na região do rosto e do pescoço.

MEDIDA PROTETIVA E DESACATO

A mulher também relatou que já teria sido agredida em outras ocasiões, citando um episódio em dezembro de 2025 que deixou um hematoma ainda visível. A vítima afirmou em depoimento temer por sua integridade física e psicológica e solicitou medidas protetivas de urgência, como o afastamento do agressor e a proibição de contato.

Além das acusações de violência doméstica, o major também é investigado por desacato. Uma capitã da Polícia Militar que acompanhava a ocorrência relatou que foi desrespeitada pelo indiciado. Segundo o registro policial, ao se apresentar, a oficial ouviu como resposta: “Não falo com ‘capitãozinha’. Mulher ainda, só falo com o coronel”.

O boletim ainda aponta que o homem apresentava sinais de embriaguez e comportamento alterado no momento da abordagem.

Em depoimento formal, Ricardo Azevedo da Silva negou as acusações. Ele afirmou que houve apenas uma discussão entre o casal e que não praticou agressões, classificando as denúncias como invenções. Também negou ter desacatado a oficial, alegando que não percebeu a presença dela no local.

Diante dos elementos reunidos, incluindo depoimentos de policiais, guardas civis e o laudo pericial, o delegado determinou a prisão em flagrante. O major foi indiciado por lesão corporal no contexto de violência doméstica, injúria, ameaça e desacato.

Por se tratar de policial militar da reserva, ele foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes. Neste domingo (29), o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) informou que foi concedida a liberdade provisória ao indiciado, mediante o cumprimento de medidas cautelares.

Segundo o TJ-SP, ele deverá comparecer mensalmente em juízo e está proibido de se ausentar da cidade por mais de oito dias sem autorização judicial, além de ter que informar eventual mudança de endereço. A Justiça também determinou o afastamento do lar e proibiu o major de se aproximar ou manter contato com a vítima e seus familiares, devendo manter distância mínima de 100 metros..

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