Justiça Gilmar Miranda de Almeida Yamada atuou nas gestões Gabriel Maranhão e Penha Fumagalli
FOTO: Reprodução Redes Sociais

Gilmar Miranda de Almeida Yamada, ex-secretário de Governo nas gestões Penha Fumagalli e Gabriel Maranhão, em Rio Grande da Serra, foi condenado a quase cinco anos de reclusão pelo crime de extorsão e nesta segunda-feira (30) teve mandado de prisão expedido pelo juiz Oto Sérgio Silva de Araújo Júnior da Unidade Regional do Departamento Estadual de Execução Criminal do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), após negativa de habeas corpus.
“O paciente foi condenado a cumprir um total de quatro anos e oito meses de reclusão pela prática do delito previsto no artigo 158, do Código Penal (…) A defesa formulou pedido de concessão do chamado regime semiaberto harmonizado. O pleito foi indeferido”, despachou o magistrado.
Na sentença, o juiz informou que o mandado de intimação foi cumprido. Porém, o sentenciado não foi recolhido à unidade prisional e, por isso, fez-se necessária a expedição da ordem de prisão como medida regular para cumprimento da pena.
A Justiça entendeu que Gilmar Miranda cometeu o crime de extorsão contra a mulher de um ex-vereador de Rio Grande da Serra. A vítima alegou que chegou a pegar R$ 23 mil emprestados com o condenado, com taxas de juros entre 12% e 15%. Entretanto, segundo o processo, a vítima, em dado momento, deixou de pagar as parcelas, o que teria causado a ira do ex-secretário.
Na ação, a mulher anexou transcrição de uma conversa na qual Gilmar Miranda exige os valores emprestados sob ameaça, diiz que dará um “sinalzinho”, mandando cortar o cabelo de seu filho, “só pra ela ver”. O Diário teve acesso ao processo penal, no qual consta diálogo em que o secretário afirma que a vítima, por ser “mau caráter”, deveria estar no cemitério, e a indagou se a vida de sua família “valia tudo aquilo”.
Esse caso não é o primeiro que envolve Gilmar Miranda. O ex-secretário coleciona problemas: já foi investigado e respondeu judicialmente por ameaça, lesão corporal, injúria, corrupção passiva, dano ao patrimônio, resistência e desacato.
Uma servidora da Câmara de Rio Grande da Serra chegou a registrar boletim de ocorrência por violência doméstica contra Gilmar Miranda. Após a mulher pôr fim ao relacionamento, o ex-secretário iniciou ameaças e perseguições.
A defesa do sentenciado não foi localizada pela reportagem.
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