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Classe trabalhadora deve ocupar vácuo em Brasília, diz Selerges

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC quer ser deputado federal para representar quem produz riqueza no País

30/03/2026 | 22:03
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FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O presidente do SMABC (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC), Moisés Selerges, pré-candidato a deputado federal pelo PT, afirmou ontem em entrevista exclusiva ao Diário, existir um vácuo na representatividade da classe trabalhadora no Congresso Nacional, que precisa ser ocupado por quem produz a riqueza no Brasil. “A Câmara (Federal) não tem a representação dos trabalhadores do País. É necessário ter representantes que discutam as pautas de quem acorda cedo e pega o transporte público lotado. De quem rala e chega ao fim do mês e tem que contar moedas para pagar as contas.”

O sindicalista, que deixará o posto de presidente até 19 de julho – deverá ser substituído por Wellington Damasceno – garantiu que a classe trabalhadora precisa se unir para ter um representante na Câmara Federal.

“O agronegócio, os pecuaristas, os bancos e outros setores são organizados e têm seus representantes. Porém, é necessário ter representantes que discutam as pautas da classe trabalhadora”, destacou Selerges.

O presidente do SMABC afirmou que o atual Parlamento brasileiro apesar de representar outros interesses, deve ser respeitado dentro do processo democrático. “Costumo dizer que, dos 513 deputados, nenhum chegou lá, escolheu uma cadeira e sentou. Foram eleitos e a Câmara é um retrato da sociedade organizada do País. Gostemos ou não”, declarou o pré-candidato.

Dos três representantes do Grande ABC em Brasília – Alex Manente (Cidadania), Fernando Marangoni, que se filia hoje ao Podemos, e Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT), apenas o petista tem vínculo com as classes operárias e sindicais.

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Moisés Selerges, um dos defensores do fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso, afirmou que o Brasil precisa avançar nas discussões trabalhistas diante da chamado “capitalismo de plataforma”. Segundo o sindicalista, é preciso criar uma frente parlamentar para discutir garantias aos profissionais autônomos vinculados às empresas de aplicativos, que conectam prestadores de serviços aos clientes. Essa parcela de trabalhadores, sem vínculos formais, está excluída do sistema previdenciário, por exemplo. “(Temos de) garantir direitos mínimos”, pontuou.

CONCORRÊNCIA

Moisés Selerges disse não temer a concorrência na disputa por uma vaga na Câmara Federal. Somente em São Bernardo, base eleitoral do petista, há ao menos seis outros pré-candidatos. Além de Alex Manente, Marangoni e Vicentinho aparecem na lista Orlando Morando (MDB), Rafael Demarchi (Podemos) e Luiz Henrique Watanabe (PL).

“Desde que comecei no movimento sindical já sabia que as coisas não seriam fáceis. As conquistas para os trabalhadores sempre foram muito difíceis, mas isso não faz com que eu desanime.”




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