Setecidades Titulo Atento

Em um ano, casos de influenza têm alta de 71% no Grande ABC

No ano passado, região registrou 1.038 ocorrências, contra 607 em 2024; mutirão de vacinação no fim de semana imunizou 35 mil

31/03/2026 | 08:00
Compartilhar notícia
Vacinação é a principal forma de prevenção FOTO: Celso Luiz/DGABC
Vacinação é a principal forma de prevenção FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Em 2025, o Grande ABC registrou um aumento de 71% em casos de influenza. No total, o painel de dados do Centro de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria da Saúde do Estado, contabilizou 1.038 ocorrências no ano passado, contra 607 em 2024. Alta no período pode estar associada à baixa cobertura vacinal, conforme alertou a infectologista do Núcleo do Hospital Sírio-Libanês e membro da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), Jessica Fernandes Ramos.

O centro de vigilância também compilou o número de óbitos pela doença em cada ano. Em 2025, foram 63 mortes por influenza e, em 2024, foram registrados 29 óbitos na região. Neste ano, a região contabilizou 36 casos e uma morte nas 11 primeiras semanas, segundo última atualização disponível no painel. 

A influenza, conhecida como gripe, é uma doença que atinge principalmente o nariz, garganta e pulmões, conforme explicou a infectologista do Núcleo do Hospital Sírio-Libanês, Jessica Fernandes Ramos. “É diferente de um resfriado comum, pois pode ser mais intensa e causar complicações em pessoas mais vulneráveis”, disse. 

A médica explicou que o vírus invade as vias respiratórias por partículas no ar. “A transmissão ocorre por contato com gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar. Os sintomas mais comuns são febre alta, dor no corpo e na cabeça e um cansaço intenso, que pode cauar tosse seca, dor de garganta e coriza”, falou Jessica. Também há chance de evolução para pneumonia se a doença não for tratada.

Segundo a especialista, o aumento de um ano para o outro no Grande ABC pode estar relacionado à falta de cuidado no pós-pandemia. “Normalmente, temos várias explicações para esse tipo de alta. O aumento pode ser atribuído a uma queda na cobertura vacinal, um relaxamento nas medidas de prevenção depois da pandemia de Covid-19 e uma maior circulação de pessoas no retorno pleno das atividades. Os vírus estão em constante mutação”, comentou. Ainda de acordo com a infectologista, a maior disponibilidade de testes facilita o diagnóstico.

VACINAÇÃO

A principal prevenção contra a influenza é a imunização. Anualmente, as cidades promovem a Campanha de Vacinação. Neste ano, o Grande ABC começou a ação na última semana para grupos prioritários como pessoas idosas, gestantes, crianças de 6 meses a menores de 6 anos e outros.

A partir daí, a região aplicou 35 mil doses nas sete cidades. A expectativa dos municípios é vacinar 90% do público-alvo até maio.

Além da vacinação, a infectologista ressaltou a importância de lavar as mãos com frequência e passar álcool. Outra orientação é evitar ficar em ambientes fechados com muitas pessoas. “Como não tem opção no metrô ou ônibus, o conselho é usar máscara em situações de risco e sempre cobrir a boca e o nariz ao espirrar”, falou Jessica.

“Infelizmente, a infecção pode levar à morte, principalmente em casos graves em idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas. Por isso, a vacinação anual é tão importante, reduz o risco de adoecer e diminui o número de casos graves”, concluiu.

LEIA TAMBÉM:

"Câncer de intestino, 3º mais comum no Brasil, tem aumento de 16% na região"




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;