Editorial
FOTO: DGABC

Alerta! O avanço de casos de influenza no Grande ABC não deve ser ignorado. Publicados nesta edição do Diário, dados do Centro de Vigilância Epide-miológica apontam 1.038 registros em 2025, aumento de 71% frente aos 607 contabilizados no ano anterior. Também cresceram as mortes: 63 vítimas contra 29 no período anterior. A infecção, transmitida por gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar, provoca febre alta, dores corporais e cansaço intenso, podendo evoluir para pneumonia em grupos vulneráveis. Especialistas indicam que parte desse crescimento decorre da queda na cobertura de imunização após a pandemia de Covid-19, somada ao retorno pleno das atividades e à circulação ampliada de pessoas em ambientes coletivos.
Existe maneira de trazer a situação novamente ao controle. A vacinação anual representa instrumento eficaz para reduzir infecções e quadros graves. Municípios da região iniciaram campanha voltada a idosos, gestantes, crianças pequenas e outros grupos prioritários, com cerca de 35 mil doses já aplicadas. A meta oficial busca atingir 90% desse público até maio. Entretanto, alcançar tal índice exige mobilização social e consciência coletiva. Ao longo da história recente, o Brasil demonstrou capacidade de dominar enfermidades por meio da imunização em massa, experiência que contribuiu para reprimir males como sarampo e poliomielite. Quando a adesão diminui, doenças antes contidas encontram espaço para voltar a circular.
A população do Grande ABC precisa compreender que vacinar-se não constitui só decisão individual, mas atitude de proteção coletiva. Cada dose aplicada reduz cadeias de transmissão e pressão sobre serviços hospitalares, evitando sobrecarga causada por enfermidades preveníveis. O histórico brasileiro demonstra que campanhas amplas produzem resultados quando existe convicção nas orientações científicas. Recuperar essa tradição é passo necessário para conter a influenza e outras infecções evitáveis. Mais do que enfrentar números crescentes, trata-se de reafirmar compromisso público com conhecimento médico. O Brasil – e o Grande ABC em particular – precisa retomar a confiança que sempre depositou na ciência e na vacinação. E já!
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