Setecidades Titulo Memória

A moça de Paranapiacaba. O moço de Ribeirão. O menino doente virou comendador. E os namorados ganham um bosque.

Termina a Semana Ribeirão Pires 2026 com mais histórias contadas por Aída Arnoni Bressan

Ademir Medici
04/04/2026 | 03:00
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Crédito das fotos 1 – Reproduções: João Henrique Medice
Crédito das fotos 1 – Reproduções: João Henrique Medice Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A última vez que a vimos foi em 2003, quando dona Aída nos falou de uma dupla comemoração naquele 24 de outubro: os seus 86 anos de idade e os 66 anos de casamento com Domingos Bressan.

Aída Arnoni nasceu em Paranapiacaba, em 24 de junho de 1917, filha de João Baptista Arnoni e de Adélia Dal Pogetto.

Domingos Bressan nasceu em Ribeirão Pires, em 4 de maio de 1913, filho de Giácomo Bressan e de Elisa Buosi.

O jornalista Nicolau Antonio Arnoni era tio de dona Aída.

O quiosque del amores

Histórias que dona Aída conta – final

Giacomo Bressan (sogro de dona Aída) era talentoso e criativo. Construiu um quiosque no final da Avenida Fortuna, na encosta onde muitos anos depois foi instalada a Prefeitura de Ribeirão Pires.

O quiosque ficava num bosque, cortado por um rio, que ganhou uma ponte toda trabalhada, cercada de bancos, entalhes em madeira no formato de animais, um cavalinho imitando espiga de milho que servia de cavalinho às crianças. Plantas ornamentais por todos os lados.

À noite, o bosque se transformava no recanto dos namorados. Em 1939, quando a guerra começou, o bosque ainda existia.

BATIZADO ÀS PRESSAS

O menino Emílio Sortino, quando nasceu, ficou muito doente. Precisou ser batizado às pressas e quem o batizou, na ausência do padre, foi o sacristão da Matriz São José, Pedro Pelizão, sendo padrinhos o Sr. Buosi e esposa, Santa Buosi.

Nota da memória – O menino Emílio cresceu. Viveu muitas décadas mais. Mudou para Santo André. Virou empreendedor. Recebeu o título de comendador. Um benemérito, presidente da APAE, da Acisa, do Primeiro de Maio. Costumava dizer: “Onde ponho a mão, dá certo”.

 

Crédito das fotos 1 e 2 – Reproduções: João Henrique Medice

PRIMEIRO ESPIGÃO. A cidade repaginada sem esconder antigas marcas, como a linha férrea e o Centro Alto com o Largo da Matriz

E O MUSEU? Fica o derradeiro pedido: prefeito Guto Volpi, volte com o Museu Família Pires para o espaço de onde ele nunca deveria ter saído

NAS ONDAS DO RÁDIO

Carmem Silva

Trabalhou na casa de Chico Alves.

E se transformou numa estrela.

Texto: Milton Parron

Na certidão de nascimento está registrada como Carmelita Madriaga, natural de Trajano de Moraes, interior do Rio de Janeiro.  

Nacionalmente tornou-se conhecida e muito aplaudida pelo nome artístico, Carmen Costa.  

Seu primeiro sucesso foi gravado em 1942 e até hoje é muito cantado, especialmente nas praças esportivas, chama-se “Está Chegando a Hora”.  

Seguiram-se muitos outros, notadamente os carnavalescos: “Cachaça”, “Tem Nego Bebo Aí”, “Na Paz de Deus”, “Jarro da Saudade”, “Obsessão” e muitos mais.  

Carmen também compunha e, vindo de uma família muito humilde, trabalhando como doméstica, quis o destino que ela fosse se empregar justo na casa de Francisco Alves o cantor de maior popularidade no Brasil dos anos 30 e 40.  

Foi ele quem ajudou Carmen a gravar o primeiro disco e, ao mesmo tempo, se apresentar no programa de calouros de Ary Barroso onde sagrou-se vencedora em um dos concursos.  

Só na vida amorosa a coitada não se encontrou colecionando dissabores um atrás do outro. 

Tudo isso, Carmem Miranda conta numa entrevista que me deu em 1999 e que será reprisada no programa Memória deste final de semana devidamente ilustrado com muitas de suas músicas.

Memória - Produção e apresentação: Milton Parron. Rádio Bandeirantes em 86.3 e 90.9. Hoje, às 22h. Amanhã, às 7h; sexta-feira, às 23h. Disponível nas principais plataformas digitais, no Spotify e no Apple Podcast.

Para a edição 20.127...

Eles foram da casinha

Já maduros, o encontro de Sonia Nabarrete, Edison Motta e Renato Campos, aqui flagrados por Fernando Ferreira numa exposição de trabalhos dos repórteres-fotográficos do Diário.

No início dos anos 70, os três trabalharam na casinha da Rua Catequese que abrigava a redação. Dali viram o edifício atual do Diário ser erguido do outro lado da rua. E fizeram parte da equipe que inaugurou o novo prédio.

Crédito da foto 3 – Fernando Ferreira

AMIGOS. Édison (E), Renato e Soninha: juntos, atravessaram a Catequese

DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO

Domingo, 4 de abril de 1976

MANCHETE – Chuvas inundam o Grande ABC.

DIARINHO – Jornalista Solange Dotto, editora do Diarinho, programava uma nova Manhã Colorida, na ex-chácara da GE, atual Parque Celso Daniel. Seria naquele domingo.

Uma área coberta foi reservada, para proteger as crianças contra as chuvas que não cessavam.

EM 4 DE ABRIL DE...

1886 - Dr. Carlos Garcia tomava posse como provedor da Irmandade de São Caetano. Houve missa cantada e benção pelo reverendo Adelino J. Montenegro.

Fonte: "A Província de S. Paulo", 6-4-1886.

1906 – Municipalidade de Campos Novos, em Santa Catarina, decretava o ensino obrigatório, “sob pena de prisão por oito dias e multa”.

1961 - Estudantes de São Caetano realizavam a célebre "Passeata do Silêncio", em protesto contra os vereadores da cidade que aumentavam os próprios subsídios em percentuais fora de propósito.

MUNICÍPIOS BRASILEIROS

No Estado de São Paulo, hoje é o aniversário de Alfredo Marcondes, Aramina, Cruzália, Itajobi, Jaci, Marília e São José do Rio Pardo. 

Pelo Brasil: Aquidabã (SE), Coremas (PB), Dom Macedo Costa (BA), Extremos e Governador Dix-Sept Rosado (RN), Presidente Kennedy (ES) e São Gabriel (RS).

Santo Isidoro de Sevilha

4 de abril

Sucedeu a seu irmão, São Leandro, no Bispado de Sevilha (Espanha). Ali faleceu, no ano 636.

Acervo: A12

Arte: Paulo César Nunes




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