Diálogo Presidente Guto Volpi recebeu a secretária estadual Marilia Marton e inicia trabalhos para montagem de projeto voltado às sete cidades
Marilia e Guto discutem circuito com apoio do Estado (FOTO: Nario Barbosa)

Uma ideia de Virada Cultural regional pode se tornar uma série de festivais que busquem potencializar as atrações de cada uma das sete cidades. Essa foi a proposta, ainda embrionária, que nasceu no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC ontem, em reunião entre o presidente da entidade e prefeito de Ribeirão Pires, Guto Volpi (PL), a secretária de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, Marilia Marton, e responsáveis pelas Pastas nos municípios consorciados.
Além de Guto e lideranças dos segmentos culturais, também participaram das discussões o prefeito de Rio Grande da Serra, Akira Auriani (PSB), e a vice-prefeita de Santo André, Silvana Medeiros (Avante). A iniciativa, vista como um dos pilares do programa ‘Grande ABC + Cultura’, visa integrar as políticas da área nos municípios, promovendo uma programação conjunta, descentralizada e acessível à população. O foco é fortalecer o acesso às atrações, valorizar talentos locais e potencializar a economia criativa.
Durante a reunião de quase três horas, surgiu a ideia do Consórcio Intermunicipal organizar um inédito Festival de Cultura. “Discutimos esse projeto e a Marilia colocou uma sugestão fantástica, que também veio dos secretários (municipais) de Cultura, que foi transformar essa proposta. Ou seja, em vez de uma Virada Cultural, fazermos um festival circular nas sete cidades. A gente já começa a trabalhar nesse projeto. Até saiu um slogan: ‘Sete atos, sete cidades’. Então batemos o martelo”, ressaltou Guto.
Marília ressaltou que a região precisa discutir um formato inovador, que melhor se adapte às particularidades de cada município. “A Virada Cultural, construída no governo (do então prefeito de São Paulo) José Serra (em 2005), teve o seu objetivo e foi muito importante. Mas falei ao Guto que o modelo não me parece interessante quando se fala de uma descentralização envolvendo sete localidades, porque as estruturas são montadas em um único dia e isso pode impedir que moradores de um ponto consigam aproveitar a atração de outro”, disse.
A proposta inicial do Consórcio Intermunicipal é transformar as vocações locais em um roteiro integrado. Em um cenário hipotético, a infraestrutura dos teatros de Santo André se somaria ao legado cinematográfico dos estúdios Vera Cruz, em São Bernardo, criando um eixo que valoriza diferentes formas de atrair o público, gerando receitas às Prefeituras. Ao encerramento do circuito, seria realizado um grande festival regional com a apresentação dos destaques de cada etapa promovida nos municípios.
A secretária estadual destacou a relevância da proposta e reiterou a abertura do Estado ao diálogo com o colegiado para o amadurecimento da ideia. O objetivo é viabilizar iniciativas que impulsionem o desenvolvimento do setor e ampliem a democratização do acesso às artes. “Estamos falando de um novo modelo e uma inovação na Cultura, que pode, depois, ser replicada em outras regiões do Estado. Seria um projeto inédito”, disse Marília.
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